quinta-feira, dezembro 4

Red Hering (Conclusão Irrelevante)


O Red Hering é mais uma forma errada de se argumentar, porque visa desviar a atenção do debate para outra de igual peso, a semelhança da Falácia do Espantalho, contudo esta não se preocupa em destruir ou deformar a argumentação do oponente.
Ela pauta-se por premissas que seriam “aceitáveis” ao seu argumentador. Ocorre, geralmente, quando as pessoas são colocadas em “saia justa” e não anseiam em responder as argüições feitas por seus interlocutores, mudando o rumo do discurso para um assunto de interesse qualquer entre os dois argumentadores, e se o argumentador morder a isca, cheque-mate!
Cito um exemplo deste grande erro argumentativo:
“Você alega que devemos pregar sobre o pecado para que sejamos, verdadeiramente, uma igreja, mas o objetivo da Igreja é anunciar o profundo amor de Cristo que nos deu a salvação eterna. Ele quer formar uma grande família. Ele deseja que nos acheguemos a ele em amor, pois ele anseia por ter comunhão conosco. Logo, as pregações devem falar do amor de Deus e não do pecado, pois este afastará o homem de Deus e o fará sentir-se culpado por seus atos. Deus é amor e quer comunhão! Então,..., ainda acha que devo pregar algo que afastaria as pessoas de Deus?”
O argumentador não se propõe a deformar o argumento inicial, ele ignora-o como argumento e tece o seu próprio a partir daquele, demonstrando que, no seu ponto de vista, existe um argumento superior e que não pode ser negligenciado em detrimento daquele levantado...
O argumento inicial foi desconsiderado, desqualificado e ignorado. Por si só o argumento inicial é superior ao contra-argumento, mas o contra-argumentador conhece as técnicas da argumentação e faz bom uso delas, rebatendo aquilo que quer desconsiderar, elevando a importância de sua premissa acima da proposta que lhe era inerente.
Esta falácia faz parte integrante da vida de inúmeras igrejas, principalmente, as americanas, onde a mensagem sobre o pecado deixou de ser pregada em prol da mensagem sobre o amor incondicional de Deus.
Se João 16.8, “e quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”, revela a ação do Espírito Santo, sendo seu templo habitável o próprio homem, espera-se que através deste a mensagem proposta pela terceira pessoa da trindade seja pregada. Se não ansiamos por ser os porta-vozes do Espírito Santo naquilo que é a missão dele sobre nós e através de nós, que tipo de cristianismo estamos propagando? Quem está nos conduzindo? Estamos sendo porta-vozes de quem, quando pregamos uma mensagem aquém daquela que nos é ordenada biblicamente? Talvez tal mensagem não passe de fôlego e preciosismo humano de nosso próprio Ego supostamente mortificado,..., bem,..., das opções possíveis, esta é a melhor, pois poderíamos, ainda, estar sendo usados pelo inimigo de nossas almas para afastar o homem do verdadeiro arrependimento que produz a salvação eterna. Se assim fosse, estaríamos sendo usados numa artimanha, extremamente, maligna. Escravos sem ao menos perceber. Isto nos tornaria, sobretudo, missionários do anti-Cristo, por pregar uma salvação psicológica, ao invés de sermos enviados de Deus, com vistas à salvação das almas.
O Red Hering acaba por desviar o foco de uma questão de natureza fundamental para questões de natureza emocionais, pois sabe que a argumentação emocional é eficaz para produzir o intento desejado.
Encerro com o tiro de misericórdia, sobre a questão analisada, se não há menção de pecado nas pregações, quer dizer que esta nunca ocorreu? Então não há do que ser santificado e não há do que ser redimido, nem ao menos algum lugar de onde devamos ser resgatados? Por que falar então sobre redenção, salvação e santificação, se nunca estive separado dEle? Aliás, por que Ele morreu e para quem sua morte substitutiva?
Afinal de conta, quem será o homem insano que dirá que existe evangelho sem menção da queda, do pecado, da justiça, do juízo e da misericórdia de Deus em Cristo Jesus?
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

2 comentários:

Vítor Carvalho Ferolla disse...

Existe mt preconceito com o Kenneth Hagin. Grande parte do que sei sobre fé eu aprendi com os livros dele.

O cara entendia para caramba de Bíblia! E não podemos negar que a própria existencia dele como pregador foi um milagre. Era para ele ter morrido com uns 16,17 anos, se não fosse Deus mediante a fé.



Abração Brother!
Fique na GRAÇA!


E não me entenda mal, eu até tenho um marcador com o nome de "heresia da prosperidade" =P

O PENSADOR disse...

Entendo onde quer chegar, mas apesar de todo conhecimento que ele pode ter, não teria condições de indicá-lo novo na fé ler, ..., pois poderá acabar por fazer uso daquilo que deveria descartar na hora de reter somente o que for bom...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...