segunda-feira, dezembro 6

Lendo as Escrituras...

Creio, particularmente, que qualquer leitor, buscando aprofundar-se em conhecimento, sobre um assunto descrito com riqueza de detalhes num determinado livro, deva, primeiramente, firmar as bases de sua leitura.
Trata-se de uma ficção? Mito? Fatos reais? Descrevem a realidade como deveria ser? Como foi? Como é? Como será? Seu texto está baseado em termos estritamente figurados? Ou descrevem as narrativas de forma literal? Faz sentido interpretar o texto de forma literal? É plausível sua interpretação de forma figurada?
Sem responder a estas perguntas, nenhum leitor, por mais que se esmere em ler a obra, jamais, alcançará a mente daquele que procurou escrevê-la. De modo nenhum, compreenderá a proposta do autor.  Isto é fato para qualquer livro de origem secular. 

sexta-feira, novembro 26

Palestianismo Cristão


Talvez, você ainda não tenha ouvido falar sobre palestianismo cristão, no entanto, é possível que esse seja o nome pelo qual será conhecido um novo movimento, dito, cristão e originado na palestina.
O palestianismo cristão promulga a teologia da substituição,  rejeita a interpretação literal das escrituras e não reconhece o antigo testamento como fonte fiel e confiável.
O palestianismo lança as bases para a islamização da Igreja Cristã pressionando "para que os evangelhos sejam removidos de sua matriz judaica e enxertados no palestianismo árabe, trazendo-o assim para mais perto do islamismo".

terça-feira, novembro 23

Os que morreram...



... em Cristo, ressuscitarão!

terça-feira, novembro 16

Ele nos deu tudo...


...o que precisamos para viver.

sexta-feira, novembro 12

terça-feira, novembro 9

Gogue e Magogue


“Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração...” (2ª Pe 1.19)
Quão mais nos aproximamos dos últimos dias da Igreja, mais atentos devemos estar as profecias que norteiam os dias do fim.

Pedro, em sua última carta, deixa bem claro a relevância de inúmeros assuntos, dentre eles, a palavra profética. 
É importante salientar que pedro estava se referindo, única e exclusivamente, as profecias que estão descritas nas páginas do livro sagrado. Aliás, isso fica bem claro, uma vez que “...nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo espirito santo”.

terça-feira, novembro 2

Apocalipse! Livro Dificil...



...mas não fuja dele por isso!

sexta-feira, outubro 29

Deus é fiel, ..., e digno de ser levado a sério!

“As primeiras coisas, desde a antiguidade, as anunciei; sim, pronunciou-as a minha boca, e eu as fiz ouvir; de repente agi, e elas se cumpriram. Porque eu sabia que eras obstinado, e a tua cerviz é um tendão de ferro, e tens a testa de bronze. Por isso, to anunciei desde aquele tempo e to dei a conhecer antes que acontecesse, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas; ou: A minha imagem de escultura e a fundição as ordenaram. Já o tens ouvido; olha para tudo isto; porventura, não o admites? Desde agora te faço ouvir coisas novas e ocultas, que não conhecias. Apareceram agora e não há muito, e antes deste dia delas não ouviste, para que não digas: Eis que já o sabia. Tu nem as ouviste, nem as conheceste, nem tampouco antecipadamente se te abriram os ouvidos, porque eu sabia que procederias mui perfidamente e eras chamado de transgressor desde o ventre materno. Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e por causa da minha honra me conterei para contigo, para que te não venha a exterminar”. (Is 48)

terça-feira, outubro 26

Em tempos de desesperança...




...vale a pena recordar onde está nossa Esperança!

domingo, outubro 24

El Shaddai, O Deus Todo Poderoso


“E o ruído das asas dos querubins se ouviu até ao átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala” (Ez 10.5)

Estamos por demais presos ao tradicionalismo e, por isso, perdemos o significado original da maioria das palavras bíblicas. O problema já começa na tradução onde os tradutores são obrigados a tentar expressar o melhor sentido possível ao texto bíblico, escolhendo uma entre inúmeras traduções possíveis. A partir das traduções temos a possibilidade de entender os textos bíblicos, mas a profundidade da análise do texto diminui tanto quanto mais adaptada for a versão aos dias atuais. 
Aliando isso ao fato de não sermos reconhecidos internacionalmente pela nossa capacidade de ler, continuamente, exaustivas obras, mas sim, pelo modo como chutamos uma bola, dá para entender que não é costumeiro do povo brasileiro gastar exaustivas horas, analisando os textos originais na busca de uma melhor compreensão sobre os versículos bíblicos. Apenas uma minoria segue na contramão do padrão brasileiro, seja por atitude pessoal ou por possuir uma realidade cultural ímpar.
A cada nova tradução feita, a leitura bíblica tende a tornar-se mais pobre, tendo em vista que as palavras de difícil compreensão, que expressão inúmeros significados, qualidades e ações são substituídas por outras menos ricas, que expressão qualidades e ações diminutas se comparadas com as, anteriormente, substituídas.
Além do mais, segundo os cristãos de origem judaica, o alfabeto hebraico é tão rico e tão complexo que é possível escrever um livro, apenas analisando duas letras do alfabeto, levando em consideração o contexto no qual irão aparecer dentro de uma frase. Isso torna o alfabeto hebraico sem par ao longo da história e com uma riqueza inigualável a qualquer outra língua existente.
Não quero dizer com isso que temos uma versão falsificada das escrituras, apenas muito menos rica do que a escrita na linguagem original. Essa pobreza gramatical aliada a tendência sóciocultural de relativizar o pecado e abrandar o furor bíblico, tem suavizado uma grande quantidade de passagens bíblicas, sem contar o fato que nenhum Richard gostaria de ser chamado de Ricardo e vice-versa. No entanto, isso ocorre, por exemplo, com a palavra El Shaddai, a qual é traduzida, popularmente, por Senhor Todo Poderoso. Fato semelhante ocorre quando Belém é traduzido como “Casa do Pão”, no entanto, é menos costumeiro esta última.
Nomes próprios não deveriam ser traduzidos, alguma coisa no seu significado original tende a se perder no processo.
Por exemplo, imagine uma poesia perfeita, completamente ritmada, cada verso completa o anterior em sentido e harmonia, quase como um discurso perfeito e ritmado. Ao tentar traduzir esta poesia, alguma coisa irá se perder no processo! O Tradutor pode optar por ser fiel ao texto e traduzir ao pé da letra seu significado, mas no processo a rima melodiosa irá se perder ou, ainda, procurar alterar as palavras traduzidas para sinônimos próximos que permitam manter a rima, no entanto, já não será o mesmo poema, as palavras foram alteradas. É mais ou menos isso que ocorre numa tradução!
El Shaddai é o nome com o qual Deus revelou um de seus atributos ao homem. Portanto, seria mais interessante procurar seu significado dentro da cultura judaica a fim de entender a história na qual ele é descrito. Traduzir El Shaddai como Senhor Todo Poderoso é uma tradução possível, mas isso não significa que seja a mais fidedigna, haja vista que o radical da palavra “Shadad” (שדד) significa “dominar” ou “destruir”. 
Isso daria a Shaddai um significado, completamente, diferente daquele para o qual usamos, passando a identificar não aquele que é Todo Poderoso, mas sim, aquele a quem se deve temer, segundo a interpretação de judeus cristãos (Meno Kalisher).
Na tentativa de tornar a leitura mais aprasível, usamos palavras menos ofensivas, menos temerosas, que aliás, deixam de refletir as características que Ele mesmo usou para se identificar. 
Traduzir o termo para Deus Todo Poderoso nos permite, entender a expressão como aquele que pode fazer qualquer coisa, mas segundo a interpretação judaica, o intento ao se descrever como El Shaddai era de se nomear como aquele a quem se devia temer, por isso, o radical da palavra parte de “Shadad”. 
Quando lemos os feitos de Deus perante os povos sob a ótica do entendimento de seu nome, as escrituras ganham maior profundidade. Passamos a compreender o temor e o pavor dos povos ao redor de Israel, bem como, a reverência de Arão e Moisés à Deus, a fim de cessar as pragas no interior do arraial judaico. Aliando isto ao fato de Deus ser imutável e o uso deste nome lembrar um dos aspectos de Deus, isto deveria nos servir de alerta e ferramenta na busca de, pelo menos, uma ínfima noção sobre o padrão de santidade divina. Não é porque vivemos debaixo da graça que podemos tratá-lo como um zé ninguém, a qual ninguém deva nada.
Ter a exata noção sobre El Shaddai deveria nos fazer diferentes! Quem sabe não passaríamos a ver nossas obras de santidade como trapos de imundícia? Quem sabe passaríamos a buscar a excelência cristã? Quem sabe, alguns de nós, parariam de usar o nome de Deus para intentos obscuros? Ou, ainda, de usar seu nome em vão?

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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

quarta-feira, outubro 13

Congresso Chamada da Meia-Noite



Semana que vem, ..., com a graça de Deus, estarei no Congresso do Chamada da Meia-Noite! 
Quem puder ir, ..., não perca!

quarta-feira, outubro 6

A Mensagem de Enoque


Recentemente, tive a oportunidade de ler outro livro do Autor Norbert Lieth quando estudava acerca do livro de Judas. O texto que se segue é baseado neste estudo. 

"Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele." (Jd 1.14-15) 

Todos conhecemos a história de Enoque! O homem que andou com Deus e depois de um tempo, não mais foi achado, porque Deus o tomou para si. 
Algumas coisas são de grande interesse quando estudamos a vida de Enoque. A primeira delas, o significado do seu nome partindo do original hebraico que quer dizer "Consagração" ou, ainda, "inauguração".

quinta-feira, setembro 23

Desperta!




“Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.” 
Ef 5.14
Existem avisos que são capazes de fazer as bases do mais resoluto combatente bambear, a ponto deste parar, momentaneamente, a ação que praticava e, por um breve momento, por-se a avaliar seus caminhos e sua conduta perante o aviso recebido, antes de dar o próximo e, por muitas das vezes, decisivo passo.
Este versículo, sem dúvida, quando lido na presença dos cidadãos de Éfeso, produziu a mais contundente advertência àquelas pessoas, tendo em vista, o sentido usual das palavras empregadas no contexto histórico.
Antes de mais nada, cabe salientar a questão envolvida no verbo dormir, que no original refere-se a uma ação que já aconteceu, no entanto, teve seu início num momento passado impreciso e se estende até um momento indeterminado, indicando que a natureza da mensagem tinha seu cumprimento local, no entanto, estendia-se a todas as demais gerações que viessem a ouvi-la. 

quinta-feira, maio 6

Perseverança em meio as trevas


“...dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer...” (1º Cr 12.32)

“...Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!  Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca...” (Ap 3.14-16)

Nada em nossas vidas deveriam ressoar, tilintar, reverberar, aturdir e chacoalhar nossos dias como as palavras contidas nos versículos acima.
Em sua própria época, os filhos de Issacar tornaram-se célebres por serem capazes de discenir o sinal dos tempos e guiar Israel pelo caminho correto. Esta alcunha era única dos filhos de Issacar, nenhuma das demais tribos foi nomeada por esta qualidade. Eles perfaziam o último baluarte da retidão, numa época de grandes dificuldades, conforme a leitura do Livro de Crônicas pode relatar.
Nossos dias não são tão diferentes assim!
Deus continua sendo o mesmo ontem, hoje e sempre!
Levando em consideração uma interpretação literal das escrituras, ..., estando as portas do arrebatamento, ..., a igreja aparenta estar perdendo seu propósito e impulso. Aquilo que era marca maior na cristandade do primeiro século, “o amor que eles tinham uns pelos outros”, nestes dias apresenta sinais de desaquecimento acelerado.
Nos dias da Igreja primitiva, aquele pequeno ajuntamento de pessoas conhecido pelo nome de Igreja Cristã, pela ação do Espírito Santo, transformava a própria sociedade perpetrando os valores cristãos no seio da sociedade.
Em passo acelerado, os valores absolutos substituíam  os valores relativos, mas atualmente  o que é relativo toma o lugar daquilo que é absoluto. Mais vemos a sociedade alterando a forma como a Igreja deve pensar e agir, do que o inverso, a forma como agia outrora, quando a Igreja era considerada fonte primaz dos valores morais e éticos.
Enquanto a Igreja estava quente, no princípio da era cristã, a sociedade era aquecida por ela.
No entanto, hoje, ao olhar para sociedade, verifica-se um acentuado e crescente amor próprio, uma preocupação exacerbada com o eu e o meu e, ainda, a inexistência do amor pelo próximo.
Em Brasília, um desentendimento entre colegas é o suficiente para formar um linchamento de 10 contra uma.
No interior de São Paulo,  um elogio de um professor a uma aluna de 13 anos faz com que a mesma seja agredida na saída da Escola por ter se destacado positivamente em classe.
O Calor proveniente do corpo da Igreja deveria aquecer a sociedade. O contato direto do corpo de Cristo com a sociedade vigente fria e calculista está retirando o calor do corpo. O que deveria alterar a sociedade está sendo alterado por ela.
Seria este o princípio do cumprimento de Ap 3.14-16? A impulsão e o ímpeto da vontade cristã esmorecendo bem quando mais se precisa dela.
Não é a luz do meio-dia que precisamos de lâmpadas acessas. Neste horário ela pouco faz perante a luz maior proveniente do astro rei, o Sol.
Deveras, quando chega a hora mais escura da noite, quando já estamos cegos suficiente para não discernir o caminho a trilhar, a menor e a mais pequenina vela é capaz de quebrar a mais densa escuridão.
A semelhança de Israel, na figura dos filhos de Issacar, nós também somos convidados a sermos conhecedores dos tempos e épocas, a fim de discenir nosso próprio tempo e sermos luzes perante a hora mais densa que se avizinha.

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Postado por Ricardo Inacio Dondoni


Judas 24-25


“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.”

Enfim, Judas coloca o ponto final em sua carta, encerrando suas palavras naquele que foi o próprio motivador de sua existência.
Judas não escolheu palavras ao vento quando descreveu o Senhor nestas qualificações. Basta recordarmos que grande parte de seus escritos não poderia ser lida por leigos, que nada sabiam sobre os feitos de Deus, no passado.
Cada uma das passagens, elucidadas por Judas, trazia à tona uma das faltas da Igreja de seus contemporâneos.
Seria um tanto quanto negligente qualquer um que descrevesse este encerramento como um mero conjunto de palavras sortidas a fim de imprimir o desfecho de sua carta.
Ao trazer toda sua narrativa de volta a razão da existência da Igreja, Judas arremata aquilo que os apóstolos afirmavam, não há Igreja sem o Messias, não há corpo sem o cabeça.
Talvez não haja uma promessa melhor vista do que esta: “...poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória...”.
No entanto, de quem estamos falando?
Judas não encerraria sua carta sem alfinetar e alertar mais uma única vez seus algozes.
Se lermos a carta de Judas novamente, poderemos identificar que durante sua narrativa Judas menciona dois grupos coexistentes no seio da Igreja, “Estes” e “Vós”. Um deles, fiel ao Senhor, dia a dia, consagrando-se e buscando uma vida liberta das paixões do mundo rumo à santidade. O outro, aproveitando-se de seus semelhantes, distorcendo as escrituras, submetendo a palavra a sua própria vontade, negligenciando aquele a quem deveriam ser gratos.
Dois grupos coexistentes no seio da Igreja. Um deles elogiado por judas, na carta mais severamente escrita do Novo Testamento. O outro grupo, combatido, audaciosamente, pelo autor da carta que escreveu sobre a inspiração do próprio Espírito.
Ora, não precisamos ser teólogos, exímios exegetas para compreender a quem Judas estava referenciando a promessa de serem guardados.
Judas falava do grupo que se mantinha fiel aos ensinamentos dos apóstolos e de Cristo.
É verdade que a Igreja deveria caminhar com um só propósito, mas o Espírito nos alerta que dentro da própria congregação há aqueles que chamam mal de bem.
Pois bem, em qual grupo você está andando? Esta pergunta deve ser feita agora, amanhã e por todo tempo que durar nossa caminhada cristã, uma vez que durante a caminhada devemos refletir a imagem conforme a semelhança daquele que nos chamou e distanciando-nos das coisas que desagradam ao nosso Senhor.
Você é responsável pelo caminho que decidir tomar. Seu destino é marcado pela caminhada.
Para chegar em casa não adianta entrar no ônibus correto.
Se ele não estiver sendo conduzido na direção e no sentido almejado, o objetivo intentado nunca será alcançado. Pense nisso!


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Postado por Ricardo Inacio Dondoni


Judas 20-23


Encerrando suas palavras Judas trás a tona pelo menos sete regras de conduta para os cristãos dos tempos finais: 
"Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima”
A constante edificação na fé santíssima, sem a qual, nunca, obteremos a salvação em Cristo.
Judas deixa claro que não há artigos e objetos de fé nos quais empenhar nossa confiança! Só há um nome pelo qual podemos ser salvos e é pela graça, mediante a fé, nEle que nos é proporcionado a bendita salvação. Portanto, não importa o que seja objeto de culto dos últimos dias, a mensagem de Judas é clara:  Jesus Cristo é o único capa de nos salvar! Que estejamos atentos ao que as escrituras dizem a respeito dele e sobre aqueles que O seguem, para que não sejamos enganados .
orando no Espírito Santo”
    A oração no Espírito Santo que é o termômetro espiritual de qualquer congregação.
    Segundo Norbert Lieth, o número de visitantes num estudo bíblico atesta a popularidade da Igreja, o número de visitantes num culto mostra o quanto o pastor é popular, no entanto, o número de cristãos reunidos em prol da oração indica o quanto Jesus é popular.
    Quer em casa, quer em grupos de oração, quantos se dispõem a tal prática?
    Quando for orar, lembre-se:”...é melhor orar e deixar seu coração sem palavras do que suas palavras sem coração”.
    guardai-vos no amor de Deus”
      Judas torna a declaração clara! É importante que cada um responda por seus atos. Somos os únicos capazes de abrir mão da salvação em Cristo.
      esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”
        Judas refere-se a  esperança nas promessas eternas de Cristo e não em desejos temporais que passam pelas nossas cabeças. O alvo é Ele e a eternidade com Ele.
        “E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida”
          Nada seria tão importante do que relembrar do âmago do evangelho em salvar vidas, mas também, tão desnecessário de ser lembrado se, ao menos, cumpríssemos com nossa missão de pregar e viver o evangelho.
          O autor da carta não está se referindo a não cristãos, mas aos cristãos que estão vivendo erroneamente a vida cristã por não conhecer a verdade.
          Estes, nomeados por Judas, são aqueles que em virtude dos diferentes tipos de evangelhos anunciados, passaram a estar em dúvida sobre o caminho da verdade. E sobre estes, Judas manda que lhes sejam estendidos os braços da salvação.
          “salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor”
            Você conhece algum irmão em Cristo que já caiu tanto e tantas vezes que ninguém lhe dá mais crédito? Assemelha-se a um suicida na beira do abismo, porque conhece a palavra, já foi orientado diversas vezes, mas sempre termina em um abismo mais profundo. Destes, somos conclamados pelas escrituras a não desistir deles;
            Cada um de nós é prova viva do amor de Deus e todas as nossas ações serão levadas em consideração perante Ele.
            “detestando até a roupa contaminada pela carne”
              No entanto, Judas é claro! A única coisa que não podemos fazer ao tentar resgatar uma vida é ser contaminado com o pecado.
              Em nossos esforços para salvar almas não podemos fazer compromissos com o pecado e se amoldar ao mundo.Num singelo resumo, devemos amar o pecador, mas odiar o pecado; aproximar-se do pecador, mas fugir do pecado; salvar o pecador e lutar contra o pecado; abrir-se para o pecador, mas fechar-se para o pecado.


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              Postado por Ricardo Inacio Dondoni

              Judas 17-19

              
              “Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito”.



              (Jd 1.17-19)
              Por fim, perto do derradeiro final da carta, Judas traz de volta, nas palavras dos Apóstolos, sua preocupação: Aquilo que haveria de ocorrer no último tempo.
              É verdade que Judas já tratou este tema em sua carta, mas sentiu por necessidade deixar o mais claro possível a todos os seus leitores.
              Pois bem, em nossos dias, grande parte daquilo que chamam de evangelho cheira a peixe podre. Definitivamente, não é saudável!
              Em grande parte, porque uma parcela da Igreja começou a escarnecer da palavra, a zombar de Deus, desfigurando Sua palavra e apropriando-se de versículos isolados para pregar suas ímpias paixões. Quantos já não chamam o mal por bem?
              É costumeiro se pregar  acerca de prosperidade, sucesso, sorte, riquezas e status, mas o que isto tem a ver com as escrituras?
              Em alguns lugares, a igreja virou um verdadeiro balcão de reclamações, no melhor estilo do PROCON, as pessoas são convidadas a reclamar com Deus dos desígnios que suas vidas tomaram por causa de suas próprias ações e, em seguida, determinar que Deus mude a realidade na qual vivem! Dentro deste panorama, ainda há gente que diz: “...e ai dEle se não fizer o que estou mandando”.
              Qualquer ser que seja extremamente poderoso para alterar a realidade e esteja a nosso comando se assemelhará mais a um gênio da lâmpada(uma entidade demoníaca) do que ao próprio Deus da Bíblia.
              Quantas pregações tem por foco o arrependimento e este não sendo sensacionalista?
              Quantas pregações têm por foco a mudança de vida no sentido mais puro do cristianismo?
              Quantas pregações nos ensinam a buscar por uma vida em santidade ou falam acerca do breve retorno de Cristo e do  arrebatamento dos santos?
              Procure na Bíblia! Questione-se! Qual era o foco da pregação dos apóstolos?
              Eles não pregavam exaustivas horas a fim de curar uma hérnia, ensinar como alterar a própria realidade através do pensamento positivo, nem tão pouco, instruíam alguém a acumular riquezas ou investir na bolsa de valores.
              O povo daquela época tinha motivo de sobra para ter graves problemas de baixa-estima, pois eram desprezados, humilhados e perseguidos, pela família e pela sociedade, por serem cristãos. Ao contrário do que nossa sociedade prega, estimula-los com altas doses de alta-estima, aqueles cristãos eram orientados a não pensarem se si mesmos mais do que lhes convinha pensar.
              O foco da pregação era Cristo e seu Reino vindouro. Hoje, o foco é o homem e seus problemas contemporâneos.
              Ora, se não estamos mais pregando o que os apóstolos pregaram, quantos estão esperando a mesma promessa que foi dada aos apóstolos?
              Se não estamos mais pregando o que nossos antepassados pregaram, estaríamos vivendo o que eles viveram? Somos tão tementes quanto eles foram ao abdicarem da própria vida em prol de Cristo? O que há do cristianismo original, que moveu cada um deles a viver suas vidas em prol do evangelho, em nós, se estamos mais interessados em auto-ajuda do que da ajuda do alto?
              Talvez a resposta a esta pergunta seja tão enigmática  ou indesejável quanto a resposta que nunca nos foi dita por ocasião da pergunta: “...Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”
              Que possamos mover todo nosso ser a buscar o cristianismo da forma como nos foi proposto e não segundo a pregação oriunda do último tempo.

              


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              Postado por Ricardo Inacio Dondoni

              Judas 16

               

              “Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros”.
              (Jd 1.16)
              Quanto mais aproxima-se do desfecho de sua carta, mais séria se torna sua palavra!
              Nossa sociedade não vê a questão do murmuro como algo preocupante. Na realidade, vivemos numa sociedade onde o descontente tem sua cadeira cativa.
              Pois bem, você tem  ideia de quantos cristãos andam descontentes com o cristianismo que lhes “venderam”? Muitos!
              É verdade que alguns foram enganados com promessas de riquezas, fama e sucesso.  No entanto, Judas não está preocupado em justificar o descontente, mas sim, de lhe abrir os olhos para uma realidade maior, que no fim de todas as coisas, acabam por professar que estão descontentes de terem obtido a salvação por intermédio de Cristo, tendo que se sujeitar as mesmas intempéries que o próprio Jesus passou, ou seja, dificuldades de toda natureza. Por fim, demonstram estarem insatisfeitos com o próprio plano de salvação do Criador! Não almejam sair da zona de conforto, sofrer a mesma rejeição sofrida por Cristo e pregar a palavra doa o que doer.
              Estes tais se esquecem que, antes de Cristo, habitavam nas trevas e tinham como único destino líquido e certo, a segunda morte, o lago de fogo e enxofre, porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus(Rm 3.23). Ouviram um outro evangelho (Gl 1.6) e começaram a desejar para si mais do que tinha sido ofertado.
              Todas sorte de benção espiritual nas regiões celestes (Ef1.3) já não era suficiente.
              Passaram a viver como sanguessugas que nunca se fartam e de modo algum dizem: Basta! O melhor tem que ser sempre para elas e por elas. Se assim não for, partem para a murmuração e logo demonstram seu ar descontente.
              Todo o amor cristão e tudo quanto deveria proceder daqueles que se denominam seguidores de Cristo, neles nada se vê.
              São arrogantes! Caminham na contramão da maturidade cristã, tornando-se cada vez mais afastados daquele a quem professam seguir, exaltando a si mesmo, ao invés de se tornarem humildes para com todos e esquecem de exaltar o único que, verdadeiramente, merece toda honra e glória.
              São bajuladores, prestando enormes lisonjeios, em busca de favores, prestígio e status perante a congregação. Enfim, fazem, exatamente, o que os maus políticos fazem para se eleger!
              Sejamos diferentes no meio de uma sociedade que está, constantemente, descontente com todas as coisas. Não sejamos descontentes com as bençãos que Deus nos deu, com a quantidade de amigos que possuímos, com as dificuldades que batem as nossas portas e não nas dos outros.
              O que quer que seja que  temos recebido de Deus, recebemos sempre na justa medida, para nos aprimorar até que, enfim, atinjamos a estatura do varão perfeito. Portanto, sejamos pacientes, perseverantes e tenhamos fé nos propósitos de Deus para  nossas vidas, sabendo que tudo concorre para um fim proveitoso.

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              Postado por Ricardo Inacio Dondoni

              quarta-feira, maio 5

              Judas 14

              


              “Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele”. (Jd 1.14-15)

              Enoque foi o sétimo depois de Adão e, também, foi o sétimo exemplo nomeado por Judas em sua carta. Tal coincidência gera uma série de conjecturas que, simplesmente, não podem ser descartadas ao esmo, sem que gere o mínimo de reflexão sobre o assunto.

              A primeira delas é o sentido usual do número sete nas escrituras, como símbolo da perfeição, de Deus ou, ainda, de alguma coisa que foi completada, de um ciclo terminado, algo concluído.

              O arrebatamento de Enoque prefigura o arrebatamento da própria Igreja de Cristo. O sétimo depois de Adão, andava com  Deus, até que num determinado momento, nunca mais foi visto. Arrebatado do meio de uma geração que estava se corrompendo... Aliás, como anda nossa geração, um tanto quanto corrompida não acha? Quem lê a Bíblia deveria entender que estamos as portas do arrebatamento e do retorno do Rei.

              Quanto ao simbolismo do número sete, vale lembrar que João escreve as setes Igrejas da Ásia, contudo, qualquer historiador preocupado poderia confirmar a existência de muito mais Igrejas naquela época do que estas sete que nem eram as principais dentre as existentes, mas possuíam elementos significativos, que vislumbravam  seus próprios problemas, bem como, os problemas das Igrejas em todo o perído da história eclesial. De certa forma, se levarmos a simbologia envolvendo o número sete, teríamos uma carta escrita a “totalidade” das Igrejas e não a sete Igrejas locais, ampliando dessa forma a importância das palavras escritas por João.

              A carta de Judas é a penúltima das cartas, como uma última trombeta a ressoar o alerta final, servindo de introdução ao período mais sombrio da história humana, o período tribulacional.

              Um último chamado ao arrependimento, a santidade e a missão da Igreja antes que esta seja retirada da terra.

              A preocupação de Judas é estampada do princípio ao fim de sua carta. O tempo urge! Que venhamos a trabalhar enquanto é dia, pois logo vem a noite quando ninguém mais pode trabalhar.

              A Igreja nasce no pentecostes com a descida do Espírito Santo e é retirada do meio com a ascensão do Espírito Santo, para que não mais detenha o aparecimento do iníquo e inicie a última das 70 semanas de Daniel (Tribulação e Grande Tribulação).


              Façamos a diferença e
              sejamos a diferença.
              Em Cristo,
              Amém!

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              Postado por Ricardo Inacio Dondoni
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