segunda-feira, fevereiro 22

Citação, Irwin H. Linton


A exatidão do registro de um caso legal é algo que precisa ser estabelecido sem qualquer sombra de dúvida antes que o Tribunal de Apelação aceite a causa ou uma opinião seja formada a respeito do julgamento em questão; e a infalibilidade do registro sobre o qual repousam os princípios eternos de nossa fé - a deidade de Cristo, sua morte voluntária e vicária, a ressurreição corporal e o iminente retorno em poder e glória - são todos interpretados como incertos em uma mente para a qual a exatidão do registro bíblico foi posto em dúvida.
Se não dermos fé e crédito total à Palavra Escrita que vimos, a experiência comprova que corremos grande perigo, mais cedo ou mais tarde, que nosso amor e honra que dedicamos à Palavra Viva [Cristo], a quem não vimos, diminuam; pois nossa convicção de que... Deus tornou-se carne e habitou entre nós... está fundamentada nos fatos sobre os quais essa conclusão repousa; e se o registro dos fatos for impugnado, quem pode ater-se à conclusão fundamentada neles?
O efeito moral sobre minha fé e as dificuldades insuperáveis com as quais me encontro envolvido quando fiz uma tentativa de julgamento da visão... de que a Bíblia possa estar errada e apenas humanos em todos seus aspectos, exceto os ensinamentos religiosos, tornou para sempre esse assunto claro para mim.

Linton, Lawer, p.46-47.

quarta-feira, fevereiro 17

Judas 08-10 (Uma Advertência Interposta)

“Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda! Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. ”.
Os versículos 9 e 10 tencionam explicar o que o versículo 8 põe-se a discutir: a contravenção das ordenanças divinas.
Judas relembra aos seus contemporâneos que alguns dentre eles estavam agindo de forma contrária àquilo que era ensinado. A palavra usada para descrever “os sonhadores” é encontrada duas vezes nas escrituras, sendo a primeira delas em At 2.17 e, posteriormente, encontrada em Jd 1.8.
Seu primeiro uso é positivo e refere-se a uma inspiração divina. Seu segundo emprego é negativo e sugestiona o uso de imagens que enganam e conduzem à perdição, como se  algumas pessoas estivessem, em seus próprios intentos, inventando outro evangelho, através de supostas revelações ou, ainda, sendo sugestionados por quaisquer outras fontes espirituais, mas não divina. Dessa forma, Judas inicia o versículo atacando, vorazmente, aqueles que se conduziam no erro.
Cabe a nós, seus ouvintes tardios, relembrar que o tempo do fim se caracteriza não só pela deturpação total dos princípios bíblicos, como também o forte ataque a ordem natural das coisas indo contra as metas para as quais foram criadas.
As expressões “não só... como também” revela um assustador desprezo e descumprimento das ordenanças divinas, desconsideradas em prol dos valores humanísticos. 
Judas relembra a seus ouvintes que a ordem natural das coisas foi estabelecida por Deus e, inclusive, os principados e as potestades devem obedecê-las. Sendo assim, até mesmo o arcanjo Miguel, quando contendia a respeito do corpo de Moisés, sabedor da autoridade designada por Deus a Satanás, que permanece com ele até que seja definitivamente julgado (Ap 12.10), não ousou menosprezar seu adversário. 
Miguel, ciente da posição hierárquica superior de Satanás, não zombou dele. No entanto, homens que são incapazes de enxergar o mundo espiritual em sua completa realidade, ignoram a ordem natural da criação e os irrefutáveis princípios morais implantados por Deus. Estes, por assim proceder, acabam por se corromper nestas coisas afastando-se mais e mais da autoridade de Deus, tendo como deus seus próprios ventres, aos quais obedecem cegamente. Indo de impulso a impulso, sendo escravos de seus próprios desejos, julgando como correto todo o procedimento que nasce de seus enganosos corações, menosprezando a própria consciência, que os alerta acerca do perigo de negligenciar as  ordenanças divinas.
Por fim, no presente século, as diretrizes divinas são desconsideradas pelos homens,  que estão buscando a satisfação de seus próprios desejos em detrimento do seu próximo, da ordem natural da criação e dos irrefutáveis princípios morais implantados em todo ser vivente, motivo pelo qual não restará nada a não ser, a realização do juízo divino pelo reto juiz.
Judas que, até o presente momento, nada havia escrito, por julgar desnecessário qualquer palavra extra acerca da doutrina pregada pelos apóstolos, se vê sem alternativa diante do quadro que seus olhos observavam: “O vislumbre da apostasia!”. Era imprescindível alertá-los!
De igual modo, como vivemos o evangelho no presente século? Em base de sonhos, revelações mediúnicas, profecias enganosas? Retirando das escrituras a autoridade que lhe é inerente para entregar a falsos pregadores, pastores, profetas e mestres que enganam e são enganados? O que fazemos a respeito da veracidade das escrituras define o tipo de cristão que somos, bem como, o local para o qual tencionamos caminhar. 



Creative Commons License
Este texto está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Postado por Ricardo Inacio Dondoni

segunda-feira, fevereiro 15

Citação, Robert D. Wilson

Por quarenta e cinco anos contínuos... devotei-me a um grande estudo do Antigo Testamento,..., e todas suas línguas,..., e todas as evidências arqueológicas,..., e todas as suas traduções...
Os críticos da Bíblia que o organizaram para encontrar falhas... afirmam que possuem todo o conhecimento e virtude da verdade,..., e todo o amor pela verdade. Uma de suas frases favoritas é: "Todos os estudiosos concordam". Quando um homem [diz isso]... quer saber quem são os estudiosos e por que eles concordam. De onde eles obtêm essa evidência...? Desafio qualquer homem a fazer um ataque ao Antigo Testamento fundamentado na evidência que não pode ser investigada...
Após aprender as línguas necessárias, iniciei a investigação de toda consoante do hebraico do Antigo Testamento. Há cerca de 1 milhão 250 mil delas; e foram necessários muitos anos para completar essa tarefa. Eu tinha de observar as variações do texto... dos manuscritos ou em notas dos massoretas... ou de várias versões, ou em passagens paralelas, ou nas emendas conjecturais dos críticos; e depois tive de classificar os resultados... para reduzir o criticismo do Antigo Testamento a uma ciência absolutamente objetiva. Algo fundamentado na evidência, e não na opinião...
O resultado desses quarenta e cinco anos de estudos que dediquei a este texto foram os seguintes: posso afirmar que não há uma página do Antigo Testamento sobre a qual precisamos ter qualquer dúvida...
[Por exemplo, para ilustrar sua exatidão]: há vinte e nove reis da antiguidade, cujos nomes são mencionados não apenas na Bíblia, mas também em monumentos de sua época... Há cento e noventa e cinco consoantes nesses vinte e nove nomes próprios. No entanto, descobrimos que nos documentos hebraicos do Antigo Testamento há apenas duas ou três de todas essas cento e noventa e cinco sobre os quais pode haver alguma dúvida se foram escritas da mesma forma conforme escritas em seus monumentos [que os arqueólogos até agora descobriram]. Algumas destas remontam a 4 mil anos e estão tão bem gravadas que cada letra está clara e correta...



Robert D. Wilson, de Princepton, em seu Livro Scientific Investigation of the Old Testament
Especialista e fluente em mais de 45 línguas semíticas.
Um dos maiores estudiosos de linguagem
de todos os tempos.

sábado, fevereiro 13

quarta-feira, fevereiro 10

Judas 07

“como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição”. (Judas 1.7)
De todas as coisas que podemos resgatar da Epístola de Judas, talvez não haja nada mais importante do que a máxima expressão da verdade a qualquer custo!
Vivemos no mundo onde nossa correção de atitudes está relacionada ao que é politicamente correto e não ao que é absolutamente verdadeiro.
Em virtude do posicionamento secular, a cada dia é menos costumeiro pregar contra a prática homossexual, zoofilia, incesto e pedofilia. São assuntos que causam constrangimento aos ouvidos de quaisquer pessoas e num púlpito politicamente correto devem ser excluídos! No entanto, Judas demonstra em sua carta que sua preocupação era anunciar a verdade da forma como a recebeu sem retirar um ‘i’ ou ‘~’ das escrituras, exatamente, como ele frisa em linhas anteriores: “...batalhardes diligentemente pela fé...”.
Para Judas era melhor anunciar uma verdade que ferisse e produzisse arrependimento com consequência a salvação eterna, do que deleitar seus ouvintes numa melodia harmoniosa e agradável que os conduzisse ao inferno, onde sofreriam eternamente pelas consequências de seus atos temporais.
Mais uma vez Judas é enfático em seu pronunciamento como se dissesse: “o Deus que vocês julgam seguir, aquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre, há de realizar seu julgamento imutável e bem sabemos como ele há de julgar os vivos e os mortos por todo bem ou mal que tiverem feito por intermédio da carne, portanto, não andem como se desconhecessem as escrituras, mas tornai-vos sábios pelo entendimento do que está contido nas páginas delas”.
As cidades de Sodoma e Gomorra são citadas como exemplos do julgamento divino sobre toda a corrupção e deturpação do padrão natural da criação.
O versículo anterior lembra que Deus não poupou os anjos por terem agido de forma contrária a natureza para a qual tinha sido criados. Com este versículo ele afirma que não poupará a sociedade como um todo, que se moldar contra a ordem natural das coisas.
De nada adiantou a intercessão de um justo (Abraão), prefigurando Cristo, para a salvação da cidade. A intercessão salvou somente os justos!
Se não andarmos como justos, justificados nEle, sendo imitadores de Cristo, de modo algum encontraremos salvação.
No reino de Deus não há vagas para aqueles que são bons atores e fingem viver o cristianismo. Só há vagas para quem busca viver o cristianismo de forma fidedigna, mesmo que por vezes ainda tropece na intenção de acertar.

Três coisas acontecem em Gn 19.4-7,9:
  • O argumento de Ló foi rudemente recusado.
  • O próprio Ló se transformou em acusado, em alguém que não combinava com aquela sociedade.
  • Eles se lançaram com força crescente contra a sua casa (cf. Jz 19.22, que mostra uma situação semelhante)

Pois bem, o que está acontecendo na sociedade atual vigente? Uma comoção mundial pela aprovação das práticas homossexuais como uma opção saudável de relacionamento. A Marinha Real Inglesa convoca abertamente soldados que sejam adeptos da prática homossexual a se tornarem recrutas contando com uma parceria com a associação homossexual Stonewall. Daniel Craig, intérprete do James Bond, pressiona os produtores a incluir uma cena homossexual envolvendo o agente britânico. Em campinas, A nova Escola Jovem LGTB (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais) como previsão de funcionamento para janeiro de 2010 oferecerá aulas de Expressão Literária, Expressão Cênica e Expressão Artística, além de um curso para formação de drag queens. E ainda, segundo o entendimento do conselho de ética animal dinarmaquês, o sexo entre seres humanos e animais não precisa ser expressamente proibido.
O próprio Jesus faz menção a importância das históricas cidades de Sodoma e Gomorra quando afirma: “No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e matou todos” (Lc 17.27)
A importância das cidades está no fato do justo que estava nela! Quando Ló deixou a cidade, já não havia mais nada que justificasse a existência delas. O mesmo ocorrerá com os justificados, o corpo de Cristo, a Igreja quando esta for arrebatada, deixando para trás um mundo que se molda ao pensamento dos cidadãos das extintas Sodoma e Gomorra. Todos que ficarem para trás passarão por todo período tribulacional.

Creative Commons License
Este texto está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Postado por Ricardo Inacio Dondoni

segunda-feira, fevereiro 8

Citação, Erwin Schroedinger


A descrição científica do mundo real que me rodeia... silencia assustadoramente sobre tudo... que se encontra realmente perto de nosso coração, tudo que realmente é importante para nós... [ela] não sabe nada... sobre o bem e o mal, sobre Deus e a eternidade...
De onde venho e para onde vou? Esta é a grande e insondável questão para cada um de nós. A ciência não tem resposta para isso.

Erwin Schroedinger, citado em Quantum Questions:
Mystical Writings of the World´s Great Physicists,
ed. Ken Wilbur (New Science Library, 1984),
pp. 81-83.

sábado, fevereiro 6

quarta-feira, fevereiro 3

Judas 6

“e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia;”

Sendo esta a carta escrita na intenção de fazer retornar a Cristo todos aqueles que iniciavam o processo de declínio da fé, seu tom apocalíptico só reforça a iminência de sua mensagem.
O sexto versículo de sua Epístola trás a tona nuanças do que o autor anseia revelar, tais como, a soberania divina, o propósito eterno da criação, o julgamento divino e Sua fidelidade.
Judas inicia o padrão do julgamento divino levando em consideração os seres os quais todos os homens temiam. Segundo o conhecimento judaico, os anjos eram mensageiros de Deus e executores do juízo divino. O aparecimento de qualquer um deles era sinônimo de julgamento certo e imediato. Justamente por esse motivo, todos os personagens bíblicos desfaleciam perante eles.
Para entendermos o posicionamento de Judas, precisamos iniciar pelos aspectos básicos de sua argumentação que se resumem a “guardar o estado original e não abandonar seu próprio domicílio”.
Assim como qualquer outro ser criado, os anjos também estavam debaixo das ordenanças divinas e deveriam cumprir com os propósitos específicos para os quais foram criados.
Assim como João Batista disse que os soldados romanos deveriam se contentar com o soldo que recebiam, os anjos deveriam se contentar com o propósito estabelecido a eles. No entanto, o versículo revela que alguns deles abandonaram o seu próprio domicílio, sua própria morada.
Várias interpretações são possíveis, mas a maioria gira em torno do abandono da sua morada celestial para habitarem outra para a qual não haviam sido destinados. Há quem diga que ao abandonar seu próprio domicílio, está implícito, no texto, que passaram a ocupar um outro domicílio, uma residência para a qual não haviam sido destinados, dando início ao que chamamos de possessão demoníaca.
Tais argumentações encontram nas passagens relacionadas ao gadareno possesso, a manada de porcos e nos relatos de Gn 6.1-2,4 o apoio para explicar a terrível transgressão pela qual foram sentenciados, aguardando o Dia do Juízo, sabedores do que lhes aguarda.
As palavras de Judas são claras! O mesmo que ocorreu aos anjos no princípio da criação, nos últimos dias acontecerá aos homens numa escala nunca antes vista. As pessoas deixarão o seu “modo natural”, isto é, desprezarão a ordem natural da criação, impelidos a viver paixões infames, dando-se a toda forma de relacionamento para o qual não foram criados, como se estivessem absortos, envolvidos, manipulados e impelidos por demônios que perverteram e continuam a perverter a ordem natural das coisas.
Um rápido panorama das coisas que nos cercam enfocam a atualidade das palavras de Judas.
Sites ensinam a trair em poucas lições!
Filmes que eram censurados aos menores de 18 anos já não são censurados.
No horário em que toda família está acordada e reunida em casa, a televisão tem veiculado aquilo que nossos avós considerariam a destruição dos valores morais e éticos que vinculam a família como instituição.
A ordem natural dos valores morais está sendo alterada bem adiante de nossos olhos, conforme predito para os últimos dias e aludido por Judas.
Diante dos fatos narrados, só nos resta a pergunta que Siegfried Schlieter fez:
“Naturalmente surge uma questão: será que o cristianismo atual ainda tem a mínima expectativa de que Jesus de fato voltará como juiz mundial, o que a Bíblia descreve como o acontecimento mais revolucionário e espetacular da História? Ele ainda leva a palavra do seu Senhor suficientemente a sério para anunciá-la como advertência e esperança de nova vida para o mundo atual?”.

Creative Commons License
Este texto está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Postado por Ricardo Inacio Dondoni

segunda-feira, fevereiro 1

Citação, W. S. Peake citado por Josh McDowell


Como pôde um carpinteiro, [...] nascido em meio a um povo cujos grandes mestres eram limitados, amargos, intolerantes, legalistas pedantes, ser o supremo Mestre religioso que o mundo já conheceu, [...] a figura mais importante na história do mundo?

W. S. Peake citado por Josh McDowell,
Evidence that Demands a Verdict,
(Campus Crusade, 1972), p.136.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...