segunda-feira, setembro 28

Citação, Thomas Arnold


Tenho o hábito, há muitos anos, de estudar as histórias de outras épocas, examinando e pesando a evidência daqueles que escreveram sobre elas, e não conheço nenhum fato na história da humanidade que tenha sido provado por evidências, as melhores e mais completas capazes de satisfazer a compreensão de um investigador honesto, do que o grande sinal que Deus nos deu: a morte e a ressurreição de Cristo.

Professor Thomas Arnold, Sermons on the Christian Life
(Londres, 1859), p.354.

sexta-feira, setembro 25

quarta-feira, setembro 23

O que ouvirão a respeito do evangelho no futuro?

Esta semana retirei parte da manhã para arrumar uma pilha de CD´s de Louvor, os quais andava há muito empoeirados! Não só os arrumei como também, coloquei alguns para tocar.
Eram CD´s que eu colocava para tocar, costumeiramente, na época da minha conversão. Junto com as músicas me vieram lembranças de uma época em que a mensagem cristã era uma só: Jesus Cristo!
Nada de sucesso, fama, prosperidade, riquezas, mudança de status social! Nada de, enfaticamente, convencer as pessoas a aceitar à Cristo para obter o melhor desta terra, mas sim, por causa da oportunidade dada a todos os seres humanos com vistas à salvação.
Era uma época em que o cerne da mensagem estava no Cristo que não tinha lugar para reclinar sua cabeça e que convidava à todos a serem como ele era. Cada um com a sua cruz, num mesmo propósito, objetivo e meta: Ser a imagem, conforme a semelhança dEle! Abdicando dos desejos mesquinhos e egoístas de fama, glória, sucesso e dizendo não, a toda e qualquer forma de Egocentrismo/Egoísmo, anulando o Ego pela mortificação da carne.
Uma rápida olhada no cenário evangélico brasileiro revelará um outro evangelho, mais social, aguado, terreno, cheio de espiritualidade, mas ausente do Espírito, cheio de prepotência e alheio a subserviência.
Em outra época a Cruz era uma afronta para o mundo, em nossos dias, a Cruz tornou-se uma afronta para a Igreja!
O evangelho passado aos discípulos não se constituía em ganhos materiais, comodidade e individualidade.
A marca era o amor abnegado com o qual cumpriam a missão a eles destinada! Não possuíam bens próprios, jatinhos particulares, grandes mansões. Viviam daquilo que podiam adquirir com o trabalho próprio ou daquilo que lhes era oferecido sem, no entanto, se tornarem pesados demais para as congregações.
Nenhum deles tinha amor a própria vida e demonstraram isto da forma mais eficaz, dia após dia, gastando-a de forma contrária ao consenso de seu próprio século, abdicando de uma vida de segurança social, vivendo os rigores e as intempéries da missão a eles proposta sem olhar para trás. Seu esforço último, foi dar a própria vida quer no coliseu, quer nas arenas, aos leões ou aos soldados, em morte de cruz ou de espada, incinerados, afogados, decaptados, esquartejados, ou ainda, tendo o corpo transpassado.
Nenhum deles teve amor ao presente século! Nenhum deles ousou adquirir beneces materiais em troca das espirituais. Todos tinham na mente as palavras do seu Senhor e viviam por elas. Eram verdadeiros soldados infiltrados em território inimigo resgatando a todos que assim o quisessem. Da mesma forma, todos eles eram como que embaixadores em terra estranha, como representantes do Reino ao qual pertenciam, demonstrando por ações, gestos, modos, caráter e personalidade que pertenciam a um país diferente daquele ao qual eram designados como embaixadores. E, ainda assim, por vezes, não sabiam ao certo como seria o dia de amanhã, pois em certo sentido possuíam as características do vento que “...sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”.
Nada de planos em longo prazo! Vivendo de graça em graça pela misericórdia daquele que os chamou das trevas para a luz.
Resta a nossa geração perguntar: “O quanto do evangelho ainda há sendo propagado? O quanto dele temos ouvido?”
Acaso, se o retorno de Cristo não vier a se dar em nossa geração, qual será a porção fidedigna do evangelho que deixaremos a próxima geração?
Que saudades daqueles dias onde o que se cantava e pregava estavam mais consoantes com o evangelho do que aquilo que nossa geração consome, em grande parte, pela mídia!
Resta mais uma reflexão a este texto: “Se a história é escrita pelos vencedores, e estamos vivendo épocas em que as virtudes estão sendo vencidas pelos vícios, quem contará? E o que será contado a respeito do evangelho para a futura geração?
Misericórdia!

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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

segunda-feira, setembro 21

Citação, Irwin H. Linton


As profecias sobre os judeus, assim como as da vinda do Messias, ... [são] específicas (em comparação com os oráculos de Delfos e outros oráculos pagãos que... resguardam-se contra os erros)... e tão numerosos que tornam o cumprimento acidental quase que infinitamente improvável, ... como também são de tal natureza que os eventos previstos parecem de antemão destrutivos e sem paralelos na história humana...
[Considere] o fato de que a Páscoa dos judeus é celebrada continuamente há três mil e quinhentos anos (embora os fogos sagrados da pérsia e os que são oferecidos às virgens vestais de Roma, os quais deveriam permanecer acessos para sempre, estiveram apagados por séculos)... à luz das narrativas nós a encontramos nesse mesmo velho livro: "E este dia vós será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo" (Êx 12.14)

Irwin H. Linton, A Lawyer Examines the Bible
(W. A. Wilde Company, 1943), p.31.

sexta-feira, setembro 18

quarta-feira, setembro 16

Nem tudo que está no Corpo faz parte do Corpo!

Certo dia, uma amigo abrilhantou-nos com a reflexão que ora é o título desta redação e devo concordar com ele: “Nem tudo que está no corpo faz parte do corpo”.
Quando olhamos para o corpo de Cristo, meu anseio é ver no corpo de Cristo aquilo que o caracteriza ou que, pelo menos, identifica o material que dá liga a todos os membros, “o amor que é o vínculo da perfeição”, formando o corpo que trabalha em prol do crescimento, da maturação e da plenitude da Igreja, até que todos alcancem a estatura perfeita.
Acontece que estamos olhando para a plenitude e chamando de “Corpo” tudo aquilo que adere ao corpo.
Por acaso, um parasita por estar no corpo pode ser considerado parte dele? De maneira nenhuma! Quem já viu um membro do corpo buscar causar a morte de outro membro do mesmo corpo? Pode, por acaso, os membros saudáveis, mutilarem-se até a destruição plena? Acaso, pode a boca impedir a entrada de alimentos no corpo, sem que ela mesma seja prejudicada? E o nariz, ao rebelar-se contra o corpo obstruindo a passagem de ar, poderia infligir dano ao corpo sem que causasse sua própria morte? De maneira alguma! O Corpo não luta contra o corpo!
Os parasitas, as bactérias e os vírus lutam contra o corpo! São eles que agem, diretamente, sobre as partes do corpo mais fragilizadas, transtornando-as ao ponto de alterar suas próprias características, de integrantes do corpo a inimigos dele.
São estes elementos estranhos que modificam e adoecem os membros, tornando-os ineficazes àquilo que foram chamados a fazer.
É interessante lembrarmos que tudo iniciou na ausência do mecanismo de defesa que deixou de trabalhar de forma correta, expurgando os parasitas, as bactérias e os vírus.
Sem defesa, por considerar que tudo que está no corpo faz parte do corpo, os elementos estranhos aderem e passam a comandar, sugestionando os membros a combaterem o próprio corpo de Cristo. As partes, ora tão interligadas, agora pensam independentemente e agem em benefício próprio.
E quando, por sinal, o mecanismo de defesa acorda de seu longo período de hibernação, ele não enxerga mais aquilo como um membro do corpo de Cristo, mas sim, como um elemento estranho ao Corpo. Aliás, os membros contaminados tornaram-se um com a doença e estranhos ao corpo, sendo, veementemente, combatidos à medida que destoam e destroem o próprio corpo.
Na realidade, não temos o corpo lutando contra o corpo, mas sim, algumas partes do corpo sofrendo influência de um organismo estranho, que não está preocupado com a lesão a si e a tudo que lhe cerca!
Curar a doença exige mais zelo e esforço do que simplesmente manter o sistema de defesa funcional, exige uma manutenção constante na superação diária, lutando no constante soar do alerta vermelho, até que possa ser restabelecido a condição salutar na qual um dia permeou apenas aquilo que vinculou todos os membros em uníssono, o amor que é o vínculo da perfeição.
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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

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segunda-feira, setembro 14

Citação, S. Maxwell Coder & George F. Howe


A Bíblia é o único livro antigo que é acurado em todos os detalhes científicos. Outros livros sagrados antigos do Oriente incluem lendas e erros muito infantis para serem levados em consideração. Até mesmo livros comparativamente modernos, como o Alcorão, possuem erros históricos e cronológicos em abundância.

S. Maxwell Coder & George F Howe,
The Bible, Science and Creation
(Moody Press, 1965), p.39.

quarta-feira, setembro 9

Escatologia na Segunda Metade do Século XX

Recentemente, li um artigo no qual um determinado autor aborta a escatologia na segunda metade do século XX, levando em consideração as diversas correntes de pensamento vigente. Constatei, para meu espanto, que há uma leve inclinação geral a uma análise humanista acerca da doutrina das últimas coisas ou, ainda, doutrina dos últimos dias.
A impressão passada pelo autor do texto, em face das diversas linhas doutrinárias, interpretativas e escatológicas; trazem-nos a idéia de que tratar de escatologia (doutrina acerca das últimas coisas) é um entrar de cabeça num terreno arenoso e movediço no qual aquele que se aventura está fadado a não obter compreensão relegando a importância escatológica a nulidade.
A grande maioria dos teólogos citados não consegue fechar a própria linha de raciocínio, apoiando sua corrente interpretativa em cima de meias verdades, textos desconexos e versículos isolados, quando a análise da passagem com a qual julga defender seu raciocínio encerra antes do contexto da passagem abordada.
Em que pese sua aparente posição de mero observador perante a exposição Escatológica, a falta de posicionamento do autor em determinados trechos, gera dúvidas acerca de seu próprio posicionamento salutar teológico. Afinal, ninguém, por mais que queira, pode ou consegue abster-se de posicionamentos. É fácil escondê-los ou omiti-los. No entanto, às vezes, isto pode gerar um raciocínio equivocado do leitor com relação ao pensamento do autor, que por dar maior atenção a determinada linha de pensamento, pode acabar sendo identificado como um defensor, muitas das vezes, daquilo que, na realidade, combate.
Com relação ao raciocínio escatológico, a grande quantidade de textos nos quais os autores se digladiam quanto ao universalismo da salvação, mais o apoiando de forma camuflada do que o refutando, deixa transparecer que a lógica do presente século é permitir com que cada homem viva o melhor desta vida, no sentido de satisfazer todos os desejos do Ego, independentemente do que o novo homem renovado pelo Espírito anele, pois no final das contas, a idéia consensual que rodeia o texto dá a entender que, Cristo dará um jeitinho ‘brasileiro’ para salvar todos independente de fé, profissão de fé, vida, etc. Aliás, se não der para salvar todos, a segunda banda de teólogos opta pela aniquilação da alma, uma vez que, segundo a interpretação destes, o sofrimento eterno não condiz com um Deus santo. Portanto, para os pecadores impenitentes, todo o sofrimento cessará pela aniquilação.
Não encontro, na maioria das linhas abordadas, uma tentativa bíblica em trazer luz às dificuldades interpretativas, mas sim, em “facilitar” e tornar aceitável o cristianismo para um século que ora está preso num cristianismo moral, ausente de padrões escatológicos, arraigado em valores terrenos, sem questionamentos transcendentes quanto ao padrão espiritual daquele que professa ser cidadão do Reino, fugindo assim de tudo quando possa ter peso de escatologia. Nada fala sobre o Governo Messiânico, a segunda vinda de Cristo, o Milênio, novos céus e nova terra, o julgamento dos justos, o julgamento dos ímpios, a tribulação, grande tribulação. Nada disso está em foco nestes teólogos.
O Consenso gira em torno de que, não havendo escapatória, que se fale sobre escatologia de forma superficial e paliativa, doses homeopáticas! Não segundo o transcurso literal do que está escrito, mas sim, segundo o anseio dos corações humanos, estabelecendo toda escatologia resumida e firmada sobre dois pontos: todos com Cristo na eternidade ou a fuga do sofrimento pela aniquilação aos ímpios.
Nenhum dos posicionamentos, segundo uma interpretação literal das escrituras, levando em consideração todo o contexto teológico, de gênesis a apocalipse, tem apoio bíblico. Não passam de conjecturas formadas por mentes humanas que anelam realizar uma leitura segundo o desejo e anseio do enganoso coração humano.
Quando levarmos em consideração que o padrão de leitura interpretativa bíblica é aquele fundamentado no “novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.10), as escrituras se tornarão mais claras dia após dia, pela ação do Espírito Santo que nos permitirá ter a “mente de Cristo” (1ª Co 2.16). Tal atitude nos permitirá uma leitura completa das escrituras segundo a ação do Espírito e não segundo os anseios humanos. Penso que isto é suficiente para demonstrar que tanto a universalidade da salvação (todos salvos independente do que tenham professado), quanto à aniquilação da alma são doutrinas sem amparo bíblico.
O fato do homem vir a sentir sede, estando no deserto, não indica que ele encontrará água, mas sim que o corpo humano necessita de água para sobreviver. Do mesmo modo, não é porque todo ser humano anseia pelo paraíso que todos o encontrarão, mas sim que todos nós fomos criados para anelar por ele. A salvação dependerá da regra estipulada pelas escrituras e não pelo anseio humano em estar no paraíso.

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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

segunda-feira, setembro 7

Citação, A. W. Tozer


Não é pecado duvidar de algumas coisas, mas acreditar em tudo pode ser fatal.
A. W. Tozer


sexta-feira, setembro 4

quarta-feira, setembro 2

O Reino de Deus manifesto em Cristo!

“O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz”. (Mt 4.16)

O versículo acima resume a singularidade da entrada de Cristo na história da humanidade! Sob muitos aspectos, um ato extremo de violência e guerra contra o império das trevas.
Em Cristo, o Rei Eterno e Imortal, entra na história assumindo forma de figura humana, irrompendo as trevas, quebrando as barreiras do espaço-tempo com poder e autoridade sobre os principados e potestades, as coisas do presente, as do porvir, enfim, sobre todos os poderes, desconsiderando quaisquer impedimentos, quer sejam alturas, quer sejam profundidades, nada foi suficiente para impedi-lo de agir.
Em Cristo temos a manifestação do Reino de Deus, que ocorre com uma declaração de guerra formal e sólida, por agir no século presente, trazendo para a realidade atual, a singularidade do governo messiânico e todas as suas benfeitorias, curando coxos, dando vista a cegos, sarando os feridos, libertando os cativos, restaurando a adoração, etc. Temos na vinda de Cristo, um esboço, uma amostra grátis, a pré-estréia do certo e vindouro Reino messiânico.
Sobre a ótica do Reino, o Rei havia deixado seu alto e sublime trono, avançando sozinho rumo ao reino do inimigo. Chegando lá, estabeleceu seu próprio exército, recrutando todo aquele que estivesse em desacordo com o governador vigente, convidando-os a serem proclamadores do Reino que estava por vir e o povo que estava em trevas viu grande luz.
A entrada de Cristo na história marcava a declaração de Guerra definitiva contra o reino das trevas, a proximidade do Reino de Deus e a intenção divina de providenciar um resgate antecipado de tudo o quanto satanás pensava ter firmemente em mãos, de modo que todos os atos, que marcavam e identificavam o messias, estavam diretamente relacionados a aniquilação do reino das trevas, ora subjugando os principados e as potestades, ora perdoando pecados, ora curando todas as enfermidades quer fossem físicas, quer fossem espirituais.
As coisas, anteriormente, encobertas vinham a tona e tornavam-se claras. O inimigo de Israel, como nação separada por Deus, nunca foram as nações que lhes cercaram, mas sim, os poderes espirituais malignos.
Foi a intervenção do Rei na história da humanidade que revelou o verdadeiro inimigo do homem, satanás!
Quanto aos dois reinos, é certo que estamos falando de uma batalha espiritual, de poderes infinitamente desiguais, de desfecho certo perante a eternidade, mas que se digladiam, rompendo numa batalha física na qual todos, não somente, somos chamados a escolher um dos lados, mas também, batalharmos em um deles. Segundo Cristo, não há um posicionamento neutro nesta questão.
“Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. Dois reinos e uma única escolha.
Quanto a manifestação do Reino, o ato declarado de guerra e as conseqüências das escolhas, ainda nos restam questões interessantes:
“Por que o novo testamento não descreve esta batalha como acontecendo exclusivamente no mundo espiritual? Por que a vitória sobre o mal pode ser conquistada apenas no plano histórico? É certo que nenhuma explicação nos é fornecida, mas a resposta reside no fato de que o destino do Homem encontrar-se envolvido nesta luta”
A mensagem de Jesus é que, na sua própria pessoa e missão, Deus entrou na história humana e triunfou sobre o mal e a morte, demonstrando a excelência do Reino Vindouro, que atingirá sua manifestação completa somente na consumação dos tempos.
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Postado por Ricardo Inacio Dondoni
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