terça-feira, março 31

O Cristianismo e a Ortodoxia

Poderíamos iniciar este texto por diversas abordagens diferentes, mas resolvi iniciá-lo pela verdade.
O cristianismo não se resume a um conjunto de regras e pressuposições. Nem mesmo, pressupõe-se que seja uma trilha. Aliás, entre trilha e trilho, qualquer análise mais cuidadosa indicará que entre os extremos apontados, o cristianismo, na forma como a verdade atemporal foi impressa na história, indica o trilho como a análise mais próxima do que venha a ser a obra redentora de Cristo, a promulgação e propagação do seu evangelho. Contudo, o que vemos acontecer, é o fato do evangelho ser anunciado como uma trilha, que serve para todas as finalidades, desde dor de barriga até acúmulo de riquezas materiais, fatos estes que corroboram com o que as revistas de alcance nacional propagam, tais como a Galileu, que em sua matéria do mês de abril de 2009, afirma que a fé auxilia na saúde, na carreira e na vida afetiva.
Neste ponto, dou ênfase, o cristianismo não permite a inserção e assimilação de meias-verdades.
Pode ser que na religiosidade haja o caminho das meias-verdades, mas no cristianismo puro e simples não há. Uma meia-verdade é apenas o nome mais brando daquilo que Deus chama de mentira!
Aquilo que se pressupõe ser verdadeiro não exige complemento e toda vez que é adicionado à verdade um complemento, ela corre o sério risco de se tornar indigna de confiança, pois a sua qualidade inerente foi modificada e o pressuposto no qual estava estabelecida alterado.
Um exemplo clássico do que estou falando pode ser visto na tentação no jardim do Éden, quando a serpente pergunta para Eva se Deus, realmente, tinha ordenado que não poderiam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal e Eva, talvez, no intuito de tornar o ordem de Deus mais severa, disse que, não poderiam nem ao menos tocar no fruto. Certamente, um acréscimo inexistente na fala de Deus ao casal. A Bíblia cala-se diante do toque de Eva no fruto e a possível alegação do acusador diante do fato de Eva, ainda, estar viva mesmo após o toque, mas tudo isso é conjectura.
Contudo, o último livro da Bíblia trata com severidade a questão da meia-verdade relacionada a propagação e promulgação das escrituras dizendo que “Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro” (Ap 22.18b-19)
Por fim, não deveríamos estar dispostos a rejeitar qualquer porção de ensinamento das escrituras, nem aquilo que ela é: Fiel, exata e completa em si mesma, sendo escrita com vista a salvação de nossas almas e não ao enriquecimento próprio, curas milagrosas ou, ainda, simplesmente, como um manual no qual se anela, unicamente, viver melhor.
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segunda-feira, março 30

Citação, Boice & Law

Boice nos lembra que "não podemos conhecer as Escrituras até estarmos dispostos a sermos transformados por elas." E o que William Law escreveu com sua pena incisiva há mais de duzentos anos ainda se aplica igualmente bem em nossos dias:
Boice, Foundations, p.101.


É primariamente por falta de uma intenção sincera de viver de acordo com as orações que fazem, e com a fé que professam, que uma mistura tão incongruentes de desatinos pecaminosos e devoção a Cristo enche as vidas de tantos que se denominam cristãos.
Sem um propósito honesto e determinado do coração, Daniel nunca poderia ter sido o homem de Deus que foi; sem essa sincera intenção de negar o eu, tomar a cruz e seguir a Cristo no curso da vida diária, a igreja primitiva jamais teria se tornado uma comunhão de santos e de mártires gloriosos.
Assim é que a falta dessa intenção básica de entregar tudo a Cristo, que a Igreja hoje é uma fraude exposta de mera profissão formal daquela fé e daquele amor divino que outrora queimou como um fogo do céu nos corações daqueles "que transformam o mundo".
William Law, editado por Dave Hunt, The Power of the Spirit
(Christian Literature Crusade, 1971), pp. 182-183.

sexta-feira, março 27

quarta-feira, março 25

Citação, Spurgeon

Fé é a raiz da obediência, e isso pode ser visto claramente nas circunstâncias da vida... um comandante de navio confia no piloto que vai dirigir seu barco ao porto... o viajante confia no guia que vai conduzi-lo no desfiladeiro íngrime... quando o paciente confia no médico, segue cuidadosamente sua receita e suas recomendações.
Uma fé que se recuse a obedecer as ordens do Salvador é mera farsa e jamais poderá salvar a alma.
Spurgeon, Grace, pp 56-57.

terça-feira, março 24

Qual é o alicerce da vida cristã?


Por mais que aparente, não é uma pergunta retórica. Infelizmente, a resposta óbvia deixou de ser a verdadeira por ser dura demais para a maioria da cristandade atual.
Por mais que isto salte, estranhamente, aos nossos olhos, esta geração, indiretamente, abraço um discurso e uma prática não cristã. Enquanto todos nós sabemos que à única resposta possível para o alicerce da vida cristã é Jesus Cristo e seus ensinamentos, também deveríamos saber que nossa geração alega o seguir com lábios, mas todo o restante está bem longe disso! Indiretamente, ao negligenciar o exemplo de vida divina habitando num corpo carnal, evidenciado através de Jesus Cristo, nosso verdadeiro discurso afirma que os ensinamentos de Cristo são duros demais para serem seguidos por pessoas tão castigadas pela vida e, ainda, que é possível desenvolver todo ministério cristão de uma forma mais branda, paliativa, despretensiosa, onde as palavras não sejam contundentes, nem que as pessoas necessitem ser contrariadas.
Em nossos dias, criamos inúmeros mecanismos de evangelização a fim de tentar pregar o evangelho sem ofender ninguém, sendo suave, dócil e, às vezes, chegamos a ficar a margem daquilo que, verdadeiramente, deveria ser dito. É óbvio que Jesus não fazia assim! Jesus era simples! Seu método de formar discípulos era prático e direto: “Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” ou “Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu” ou, ainda, “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”. E por fim, “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Ou seja, o convite era para seguir alguém que não poderia dar nenhuma benfeitoria material.
A pregação de Jesus estava longe de ser agradável e atrativa! Sem promessas de prosperidade, riquezas, engrandecimento, melhoria de vida, status social e quando alguém ousava pensar de si mais do que convinha ele não perdia tempo entre a análise do erro e a correção das atitudes, como por exemplo, na frase a seguir: “Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus”.
Na realidade, não havia muito positivismo nas palavras de Cristo quanto ao modo de vida aquém das escrituras das pessoas de seu tempo, fossem eles seus discípulos ou oposição. Em suas palavras sempre havia um peso terrível de sinceridade evidenciada pelas expressões “raça de víboras”, “serpentes”, “hipócritas”, “néscios e tardos de coração”.
Não havia em Cristo, nenhuma tentativa de tornar seu discurso mais agradável, diluído e amigável. Suas palavras de tão incisivas não deixavam qualquer mal entendido diante da real necessidade emergencial que pregava acerca do homem vivente, diferentemente, do que vemos em nossos dias, onde pregamos um evangelho remendado, prepotente e açucarado, onde se dá mais importância a não ferir susceptibilidades do que anunciar a verdade doa a quem doer.
Enfim, parece que esquecemos que a mensagem que pregamos visa a transformação do homem com vistas a salvação eterna. Um tapinha nas costas alegando que as coisas irão melhorar no futuro, simplesmente, não serve! Isto não adianta contra a morte eterna e o pleno distanciamento de Deus, mais vale uma verdade dolorosa que pode mudar nossas vidas, do que uma mentira açucarada que me conduzirá ao inferno.
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segunda-feira, março 23

Citação, C. H. Spurgeon


A fé não é uma coisa cega, pois começa com o conhecimento. Não é uma coisa especulativa, pois a fé crê em fatos sobre os quais tem certeza. Não é algo sonhador, não-prático, pois a fé confia e aposta seu destino na verdade da revelação [de Deus].
Spurgeon, Grace, p.48.

sexta-feira, março 20

quinta-feira, março 19

Citação, Clark H. Pinnock

Falsificação e manipulação são fáceis quando se opera no campo do sobrenatural. Reivindicações falsas são de difícil verificação...
Além do mais, por uma ênfase exagerada no espetáculo, em detrimento de uma constância nos atos de amor cristão. Uma geração levada ao frenesi por espetáculos de alta tecnologia pode muito bem exigir o cristianismo carismático e ficar enfadada com qualquer outra coisa.
Mas precisamos ser cuidadosos para não ajustar nossa apresentação do Evangelho às exigências do mercado.
Clark H. Pinnock, "A Revolutionary Promise",
em Christianity Today, 8 de agosto de 1986,
p.20.

quarta-feira, março 18

Amar ao próximo como a ti mesmo

Uma das várias interpretações equivocadas no corpo da Igreja é relacionada à passagem onde Cristo diz que devemos amar o nosso próximo como amamos a nós mesmos.
Há muito tempo atrás, havia uma compreensão quase inquestionável acerca do que Jesus afirmava. Os pastores e líderes da Igreja eram considerados homens capazes de interpretar as escrituras se, e somente se, estivessem sob a autoridade do Espírito Santo que os conduziam a toda a verdade.
Contudo, em nossa época a autoridade destes líderes é questionada e sua capacidade interpretativa das escrituras,revogada por uma geração de homens que se consideram capazes de discernir a complexidade da mente humana, analisando-a através de sua alegada ciência racional interpretativa.
Tudo isso causou uma ruptura com a interpretação costumeira desta passagem que atestava a expressão máxima do egoísmo humano. Fomos, divinamente, acusados de possuir um amor próprio acima do que deveríamos ter. Este é o alerta e não aquele que andam dizendo: que para amarmos o próximo, temos que aprender a amar a nós mesmos. Já sabemos amar a nós mesmos muito bem, pois cuidamos da nossa própria carne com maestria. Compramos roupa, nos vestimos, tomamos banho, usamos os melhores perfumes e fazemos uso de tudo que nos agrada e que é possível adquirir de tal forma que cada um cuida de si muito bem.
A cruz não nos convida a mantermos a prática do amor próprio. Ela fere o homem natural e expõe suas vísceras, anunciando o único caminho rumo à perfeição e salvação do homem, negar a si mesmo,..., que não é nada mais do que aniquilar o amor próprio.
Paulo é o homem que ouviu palavras inefáveis as quais não era lícito ao homem referir. Ele mesmo, em sua derradeira carta, as portas da morte, vislumbra o último período da Igreja Cristã sobre a face da terra. O prelúdio da grande apostasia que separaria o joio do trigo, os salvos dos perdidos. A lista dos homens que estarão vivendo naquela época, onde a falta de amor ao próximo é característica marcante, começa pela expressão exultada “amantes de si mesmos” (2ª Tm 3.2). Note que todas as características posteriores a esta expressão não são nada mais do que consequências da primeira, reflita uma por uma e verá que a ação essencial para a apostasia do homem está intimamente ligada a sermos amantes de nós mesmos.
O grande erro do homem começa na introspecção do amor ao invés da exteriorização dele e complementa-se na exteriorização da análise da sociedade pecaminosa ao invés de, resignado a refletir sobre sua própria condição, analisar introspectivamente seu próprio pecado. Introspecção no lugar da Exteriorização e vice-versa! Qual é o fruto desta sociedade que rejeitou a interpretação bíblica baseada na condução do Espírito Santo a toda a verdade? Qual é o resultado da nova interpretação técnica de doutores humanistas com PHD, os quais afirmam que acada homem não ama a si mesmo como convém? Qual é a conseqüência de sermos levados a raciocinar que não pensamos de si mesmos suficientemente? São elas, o esfriamento do verdadeiro amor, o aumento do amor próprio e a apostasia bíblica.
Cuidado com as interpretações atuais que negam a capacidade interpretativa da Igreja sobre os textos bíblicos, “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Tende cuidado para não aprimorar-se na arte de amar a si mesmo ao invés de amar ao próximo.
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terça-feira, março 17

Citação, Gordon Fee


"Amado, oro para que você tenha boa saúd ee tudo lhe corra bem..."

Esta combinação de desejar que tudo "corra bem" e fazer votos de "boa saúde" para o destinatário era a maneira padrão de saudar uma pessoa numa carta na antiguidade. Esticar o desejo expresso por João para com Gaio de modo a que se refira a prosperidade financeira e material para todos os crentes em todas as épocas... é abusar do texto, não usar o texto.

Gordon Fee, The Gospel of prosperity - An Alien Gospel
em Reformation Today, novembro-dezembro de 1984, p.39.

segunda-feira, março 16

Rumo a paz...

Infelizmente, estamos lutando contra as escrituras na tentativa humana de obtenção da paz, uma vez que as escrituras testificam que a tentativa humana não produzirá os frutos esperados por esta geração ansiosa por paz e prosperidade.
Geração após geração se empenha na tentativa humana de obter a paz sem êxito. Na realidade, não há paz na Terra, não há paz entre os homens, muito menos o reino veio na plenitude em que ansiávamos.
Pela obtenção da paz, em 600 d.C., foram mortos, aproximadamente, 6.700.000 Homens. Em 700d.C. foram mortos 8.000.000. Em 800 d.C. foram 19.400.000 mortos. E no século XX foram 136.000.000 mortos.
No tocante a paz, a Bíblia comenta acerca de duas, a dos homens e a de Deus. A primeira, temporária e ilusória, a segunda eterna e verdadeira.Pois bem, muito embora não compreendamos o que vem a ser paz, todos julgam lutar por ela.
O Irã diz lutar contra o sionismo pela paz. Os países árabes afirmam que a obtenção da paz está ligada a erradicação de Israel. As nações unidas fazem alianças suspeitas e perigosas para obtenção da paz, os regimes totalitários e opressores já não são bem vistos nem aceitos pelo estilo de paz que estes impõem. Os próprios judeus renegam o messias e afirmam que não possuírem outro rei senão César, trocando a paz do reino messiânico pela paz com César, com o mundo.
No meio deste "arrastão" rumo a paz, a Igreja embarcou de cabeça na idéia da obtenção da paz mundial, onde, paz, tornou-se sinônimo de ausência de guerra, ausência de conflito, ausência de absolutos, união e unificação em prol de um bem comum, muito embora, não se saiba o que se quer dizer com isto.
O que esquecemos com isso tudo é que a paz da qual a Bíblia fala é a paz exarada pelo governo messiânico, a paz que excede todo entendimento, aquela que liberta do domínio do pecado, a paz apregoada pela ausência do pecado, uma paz que só o messias e seu reino são capazes de nos proporcionar, diferente da paz proporcionada pelos rudimentos deste mundo frágil e questionável.
A paz que este mundo busca será alcançada por um curto período de três anos e meio, findado o mesmo, “...aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá.” (Mc 13.19)
Há um espírito unificador operando no mundo, preparando o caminho para a vinda do anti-Cristo que virá em seu próprio nome e será aceito por todas as nações, em conformidade com as escrituras.
Ora, para que haja um governo anticristão a nível mundial, é necessário que haja unificação e todos estão colaborando para que isto ocorra, inclusive a igreja com seus programas sociais que visam suprir mais as necessidades físicas do que as espirituais, alimentando o corpo e negligenciando a alma, a qual continua a caminho do inferno pela ausência do alimento espiritual! Qual será o preço que estamos pagando por este tipo de paz?
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quinta-feira, março 12

Diversidade e Unidade


Estamos vivendo numa época onde cada um possui uma verdade que difere da verdade absoluta e da verdade do seu próximo.
Neste mundo, aquilo que as pessoas consideram verdade, não possui raiz, nem se firma numa rocha inabalável, assemelha-se mais a uma folha presa, de maneira, frágil ao galho de uma árvore ao sabor de uma forte brisa, que mais cedo ou mais tarde há de arrancá-la.
Estamos sendo convidados a renegar as verdades absolutas trocando-as por modismos, como por exemplo, a assimilação de uma cultura politeísta ao invés do monoteísmo bíblico pela assimilação de programas, novelas, comerciais e opiniões de celebridades em voga na mídia.
Pode, até, parecer muito mais interessante a adoção de um sistema politeísta com inúmeros deuses sendo cada um deles responsável por um determinado interesse da sociedade, do que o proposto sistema monoteísta bíblico. Contudo, o que todos esquecem é que um sistema politeísta conforme ele é exposto demonstra a total e completa falta de unidade e, portanto, ausência de paz entre os, supostos, deuses. São inúmeros deuses, propósitos e objetivos, muitas das vezes conflitantes entre si numa guerra eterna entre vontades, ditas, absolutas.
No politeísmo, por termos uma imensa diversidade de deuses cada um exercendo sua própria vontade conflitante com a vontade dos demais, torna-se impossível falarmos de unidade. Isto é o mesmo que termos um céu em guerra eterna, onde os deuses são escravos poderosos de seus próprios desejos e anseios fúteis. Um reflexo exato de nossa própria sociedade num ambiente divinizado. Uma guerra eterna pela subjugação do próximo e supremacia do eu na relação entre o querer e poder, transferindo qualidades e defeitos humanos aos, alegados, deuses.
O monoteísmo parte do pressuposto da existência de um único Deus. Abraçam esta idéia o Cristianismo, suas vertentes e o Islamismo.
Certamente, a resposta não está no Islamismo, pois o Islamismo prefigura um sistema de unidade plena, mas completamente ausente de diversidade. Onde não há diversidade, não há como experimentar o amor, porque este necessidade de diversidade para que possa ser experimentado. Teríamos um deus incapaz de amar, pela incapacidade técnica de expressar o amor, uma vez que há necessidade de um sistema relacional para que isso ocorra. Em outras palavras, a existência de mais de uma pessoa.
Um deus que dependente de suas criaturas para ser capaz de amar e, por conseqüência, tornar-se completo, não pode ser considerado um deus Onipotente.
A única resposta plausível está no monoteísmo bíblico, diversidade e unidade ao mesmo tempo. Deus pai, Deus filho e Deus Espírito Santo. Três pessoas, um único Deus. Onipotente, onisciente e onipresente. Completo por si só, capaz de amar e nos ensinar a amar, sem necessidade de sua criação para tornar-se completo.
Sendo assim, a única resposta plausível a necessidade humana está num Deus que é completo por natureza e por essência, que não nos criou porque necessitava de nós para aprender a amar, mas um Deus que nos criou para que nós aprendêssemos a amar como Ele ama.
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quarta-feira, março 11

Citação, Charles Colson

Para a Igreja, esta deveria ser a hora da oportunidade. Somente a Igreja pode oferecer uma visão moral a um povo errante; somente a Igreja pode preencher um vácuo e demonstrar que há um Deus vivo e soberano que é a fonte da Verdade.
TODAVIA, a Igreja se acha em problemas quase tão grandes quanto os da própria cultura, pois adotou o próprio sistema de valores: fama, sucesso, materialismo e celebridade... A preocupação com esses valores perverteu a mensagem da Igreja. Quando indagado sobre a razão do sucesso de seu chefe, o assistente de um famosos pastor "televisivo" respondeu sem hesitar: "Damos ao povo o que o povo quer".
Essa heresia está na base da mais perigosa mensagem pregada em nossos dias: O evangelho do quanto-é-que-eu-levo-nisso.
Colson, Who Speaks, p.36

terça-feira, março 10

Um Deus Crível!

Se resumíssemos todas as análises existentes sobre a origem da vida de forma a simplificar as inúmeras possibilidades, encontraríamos duas hipóteses divergentes e opostas entre si.
Um dos sistemas afirma que do nada tudo passou a existir e, aleatoriamente, as moléculas se uniram. Algumas formaram planetas, outras estrelas incandescentes, outras, ainda, seres vivos. Tudo de forma aleatória, obra do acaso!
O outro sistema afirma que as coisas não surgem do nada. Existe uma causa motivadora da ação. A complexidade das estruturas moleculares formadas indica um criador ciente e consciente de seus atos, poderoso para exercer sua própria vontade, criando todas as coisas conforme lhe aprouve. Tudo isso, envolve uma engenharia genética micromolecular incapaz de ser exercida por qualquer ser que se adéqüe e sofra as intempéries do próprio universo.
Os dois sistemas são, respectivamente, o evolucionista e o criacionista.
Os geneticistas não crêem que o universo tenha se originado numa explosão aleatória de átomos, muito menos que a vida conforme a conhecemos seja fruto de uma geração espontânea de organismos vivos, obra do acaso. Nos EUA, segundo o conferencista Dave Hunt, existe um livro intitulado “Seis Dias”, onde 50 cientistas dão evidências do porquê que eles crêem que o mundo foi criado em seis dias, refutando todas as teorias darwinianas, mas tal obra nunca foi traduzida para o português.
Nesta Guerra Fria entre os Evolucionistas e os Criacionistas, é óbvio e evidente que os evolucionistas perdem feio quando apelam para a lógica, pois apesar do que alegam, seu sistema é baseado em fé.
Já o sistema criacionista, alegadamente baseado na fé, usa a lógica de maneira perfeita contra o próprio sistema evolucionista, principalmente, quando a questão a ser analisada é o Big Bang.
Segundo Luis Pasteur, vida só pode ser originada de vida, portanto, vida não vem de coisas mortas. Isto é o que afirma a Lei da Biogênese.
Segundo esta linha de raciocínio, amplamente, aceita no mundo científico, somente um ser que possuísse vida em si mesmo poderia gerar vida. Pasteur confirmou por meio de experiências que um sistema hermeticamente fechado sem a presença de organismos vivos é incapaz de gerar vida.
Se o Big Bang foi uma grande explosão de matéria morta, pois antes desta explosão não havia vida (quem ler entenda), como pode ter propiciado a geração espontânea da vida sem que a vida fosse inserida no sistema por alguém que tinha plena capacidade para assim fazê-lo? Somente um ser que possui vida em si mesmo poderia estar vivo muito antes da criação de todas as coisas.
Uma vez que Pasteur destruiu a hipótese da geração de vida espontânea num ambiente estéril, somente a ação de um ser capaz de introduzir vida neste tipo ambiente explicaria o surgimento da mesma.
A ciência, segundo Pasteur, aponta para um criador, o qual a Bíblia descreve para que todos que queiram o conhecer, o conheçam, o busquem, e lhe rendam toda a honra e toda a glória que lhe é devida e para aqueles que assim ansiarem, a possibilidade de serem salvos da morte eterna.
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segunda-feira, março 9

Citação, Martin Lloyd Jones

O Homem cuja doutrina estiver insegura será inseguro em todas as áreas da vida. Quase invariavelmente descobrimos que se um homem está errado nas grandes verdades centrais da fé, está errado também em todas as demais.
The Wisdom of Martyn Lloyd Jones (selecionada por Dick Alderson), em The Banner of Truth, agosto/setembro de 1986, p.7

sábado, março 7

Selados, Tri Selado!

Recebi estas indicações da Renata do Blog Encontrando Cristo e do Blog Scrap Gospel!
Nem preciso dizer que ser tri-selado é muita honra para uma pessoa só...
Graças a estas indicações resolvi publicar de forma diferente os selos, afinal, com estes, o blog acumula 06 (seis). É selo para ninguém botar defeito...
Vamos ao que todos estão esperando, ..., os indicados do Blog "O Pensador" e as regras para cada Selo:


SELO VALE A PENA ACOMPANHAR ESTE BLOG

Estão indicados a este selo:
a Blogueira R.Rios do Ao Redor da Jabuticabeira,
o Blogueiro Normando fontoura do Shalom Israel,
o Blogueiro Thiago Azevedo do Descanso da Alma.








SELO DARDOS, as regras:

O Prêmio DARDOS, vem reconhecer o desempenho de blogueiros, no campo cultural, criativo e ético, tem também como objetivo estreitar os laços, diminuindo assim, ainda mais as barreiras à comunicação e à amizade.

Com o Prêmio DARDOS, se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Siga estas instruções:

1 - você deve exibir a imagem do selo em seu blog,
2 - você deve linkar o blog o qual você recebeu a indicação,
3 - você deve escolher 15 bloggers a quem você deverá entregar o PRÊMIO DARDOS,
4 - e você deverá avisar os indicados.

Sendo assim, escolho os 15 blogues mais atualizados da minha lista em 07 de Março de 2009, às 11h00min. Espero que você seja um dos atualizados:

01 [ Blog do Ciro ], 1 hora atrás
02 Protesto Cristão Estupro, Aborto e Excomungação, 11 horas atrás
03 APOLOGIA, 12 horas atrás
04 Criacionista, 12 horas atrás
05 ALTAIR GERMANO,12 horas atrás
06 Amando ao Próximo,14 horas atrás
07 Confeitaria Cristã, 14 horas atrás
08 O que respondi, 15 horas atrás
09 Teologia com Graça, 19 horas atrás
10 ..:: Letras Santas ::.., 1 dia atrás
11 Nani e a Teologia, 1 dia atrás
12 CANTO DO JO, 1 dia atrás
13 SHALOM ISRAEL, 1 dia atrás
14 Café na meia-noite, 1 dia atrás
15 Uma Questão de Perspectiva, 2 dias atrás

Cada um dos 15 (quinze), por favor peguem o respectivo selo, abaixo, e bom trabalho!











SELO DIGA O FRACO EU SOU FORTE, as regras:

Como funciona:

Publicar o nome do amigo que enviou esse selinho;
Enviar pra cinco amigos;
Enviar um comentário no blog, que tem um selinho "as pessoas escolhidas por Deus pra ler essa mensagem:
Creiam, tenham certeza, que sua vida esta nas mãos de Deus, pois ele cuida de você".
Publique, todo esse texto, não altere nada.
Os indicados são os próximos cinco da minha lista

01 ::.PÚLPITO CRISTÃO.::, 2 dias atrás
02 Melhores Sites Evangélicos da Web, 2 dias atrás
03 ASSEM-BERÉIA DE DEUS, 3 dias atrás
04 NATENINE BLACKBOOK, 3 dias atrás
05 A Bíblia e um Jovem do Século 21,4 dias atrás

Estes também, peguem seus respectivos selos.
Infelizmente, por questões de atualização dos blogs, alguns deixaram de receber o selo que também merecem receber, espero que o recebam indiretamente, através daqueles que daqui foram selados...
Um abraço a todos...

quinta-feira, março 5

Citação, Daniel Ray McConnel


Acerca do ensino carismático extremo que domina a maior parte dos programas evangélicos de televisão e, inclusive, algumas igrejas, McConnel afirma que não podemos confundí-lo com uma tentativa de retornar ao antigo pentecostalismo dizendo:

Procura-se em vão pela chamada "Teologia Carismática". Ela, simplesmente, não existe (e nunca existiu). O cordão umbilical teológico com a Igreja-mãe foi cortado, e o bebê carismático se agita por todo lado, buscando lugares estranhos e perigosos, de indivíduos bens estranhos, o sustento necessário para sua própria sobrevivência. É desnecessário dizer que o processo de desmamar o bebê poderá ser, realmente, bastante prejudicial para ele."

Daniel Ray McConnel, The Kenyon Connection: A Theological and Historical Analysis of Cultic Origins of the Faith Moviment, tese apresentada ao corpo docente da Faculdade de Teologia da Universidade Oral Roberts, Tulsa, Oklahoma, em maio de 1982, p.2.

quarta-feira, março 4

Cristianismo de fachada, desenfreado e imaturo

Quando olhamos para o evangelho que nos alcançou, sou obrigado a dizer que ele somente o fez pela graça divina. É óbvio que, teologicamente falando, o evangelho não alcançaria nenhum de nós se não fosse pela graça.
Contudo, refiro-me ao nosso zelo com a palavra, divinamente, inspirada! Em alguns casos é, praticamente, nula e não adianta tentar se esconder atrás de uma capa de cristianismo fajuta e barulhenta, tais atitudes somente evidenciarão o que disse acima, afinal de contas, é a lata vazia que faz muito barulho.
Qual é o tipo de cristianismo que vivemos? Por muitas das vezes, creio que, totalmente, aquém dos padrões em que Cristo alicerçou o evangelho.
O evangelho nunca foi a execução de uma vida ministerial ativa, nunca foi uma preferência em fazer aquilo que me agrada, nunca foi a satisfação do ego ou, ainda, a exultação do Eu, mas sim a renúncia completa e total de tudo aquilo que sou e que posso me considerar ser.
É colocar Cristo acima de minhas próprias vontades e preferências. É obedecê-lo, mesmo quando isto não agrada minha carne, principalmente, quando meu ego esta inflamado a pensar que sou “superior” aos demais, conduzindo-me aos mesmos erros desta geração. Obedecer naquilo que é conveniente, frequentar aquilo que gostamos, mesmo que saibamos que na realidade deveríamos estar em outro lugar.
Nunca, nenhum Cristão cresceu e adquiriu maturidade cristã por escolher fazer as coisas que gostava. Era a renúncia e a abnegação impondo, sobre a carne, a vontade do Espírito, que os tornaram célebres em seu próprio tempo, sem, no entanto, terem almejado para si elevados altares, as quais esta geração sempre busca. Aqueles homens humilhavam-se a cada vez que eram exaltados, porque cada elogio lançavam-lhes em rosto as suas completas incapacidades em o receber.
Eram homens que conheciam a Cristo, porém não cansavam de buscá-lo em oração, petição, no estudo da palavra, na comunhão entre irmãos evidenciando o caráter de Cristo em suas próprias vidas. O que temos, hoje em dia, é algo bem diferente! Homens que não buscam a Cristo, mas se dizem cheios dEle, que não buscam comunhão com o próximo, mas afirmam serem altamente espirituais, e por fim, homens que se dizem doutores no estudo da Bíblia, mestres de si mesmos, que estudam mas nunca aprendem, sem mentores, incapazes de errar, de aprender com o próximo, de comunhão e edificação mútua, que se julgam sábios e doutores em suficiência a ponto de não participar de qualquer reunião de cunho educacional, pois nenhuma delas nada lhe acrescentará. Estes a consideram perda de tempo, algo que pode ser negligenciado, fugaz e desnecessário. Infelizmente, tais atitudes evidenciam uma distancia enorme entre o verdadeiro seguidor de Cristo e o integrante da igreja apóstata que não se preocupa em conhecer aquele a quem professa seguir e, verdadeiramente, demonstra por atitudes, desconhecer a causa que supostamente abraçou.
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terça-feira, março 3

Pegadinhas, EBD e o Mundo

Quando estou a lecionar na EBD gosto de trabalhar com pegadinhas. Elas são excelentes, muito embora, tornou-se praxe todas elas serem descobertas, pois não consigo explicitá-las sem, ao questionar os alunos, dar um belo sorriso indicativo de que armei uma rede com arapuca para pegar qualquer um que se ache por demais desavisado e desatento.
Muito embora, todos, automaticamente, identifiquem as pegadinhas pelas minhas risadas denunciadoras, elas continuam difíceis de serem vencidas! Ainda mais porque não costumo dar indicações de qual será a opção correta a seguir, antes me pronuncio na voz mais constante e prazerosa, exatamente, como o mundo nos convida. Uso a lógica das lógicas, a lógica falha humana que enxerga, unicamente, o que é temporal, negligenciando o que é eterno! Faço, exatamente, com que a mensagem se assemelhe àquela veiculada pela mídia, tornando-a, aparentemente, atrativa aos corações que desejam, unicamente, satisfação própria e esforço mínimo e, por isso se tornam, mais tentadoras e persuasivas.
A intenção é proporcionar, exatamente, o tipo de ambiente relacional no qual estamos vivendo, onde mentiras são ditas entre meias verdades e, justamente, por estar entre elas, acabam por serem aceitas.
Eles devem aprender a questionar todas as coisas e, por fim, alcançarem a revelação da verdade, por mais enegrecida que alguém tenha a tornado.
Todos são convidados a arrazoar, questionar, dirimir, raciocinar sobre as escrituras e, por um instante insignificante de frações de segundos comparado a toda a eternidade que nos espera, decidirmos o caminho a trilhar.
Isto, faço, pois, ninguém alcançará a salvação para mim, nem mesmo eu a alcançarei para eles. Esta questão é individual. Por isso, devo esmerar-me em conhecer as escrituras e fazê-los questionarem as coisas ao redor antes de posicionarem-se diante dos fatos.
De certa maneira, tento persuadir aqueles que me ouvem a ouvirem com diligência cada palavra que professo, pois algumas delas podem alterar completamente o rumo da conversa e, consequentemente, influenciar uma má decisão.
Penso que isso não seja, somente, necessário, mas sim, imprescindível, pois diariamente somos convidados a tomar uma série de decisões: acordar ou permanecer na cama, café ou chocolate, roupas ou calçados, gasolina ou churrasco, servidão ou libertinagem, enfim, nosso mundo, está cercado, mesclado, inserido e aglutinado num universo de decisões que tomamos sem ao menos percebermos que algumas dessas decisões são de cunho altamente espiritual e, por isso, possuem implicações eternas.
Um dos maiores trabalhos de um educador é demonstrar que aquelas pegadinhas tão costumeiras durante uma aula em classe dominical fazem parte do nosso cotidiano. Elas estão inseridas dentro do nosso cotidiano entre as decisões, ditas, banais.
Dentro deste sistema de tomada de decisão, somos sugestionados a tomar decisões eternas como se estas fossem decisões banais e corriqueiras levando-nos, diretamente, ao contra-azimute das escrituras e daquilo que tanto almejávamos, a salvação eterna.
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segunda-feira, março 2

Selados

Este selo, recebi da Nani, do Nani e a Teologia. A regra é simples: O indicado recebe o selo e indica este para oito blogs que devem escolher mais oito blogs...
Todos os citados coordenam blogs que visam edificar o reino e não procurar auto-promoção. Vale a pena conferir...

Vamos lá:
3. Jorge do Canto do Jo
4. Allan do Equipando os Santos
5. Agnaldo do Desperta Igreja
6. Tharsis do Assem -Bereia de Deus
7. Natenine do Natenine Black Book
8.Luís Wesley do L.Wesley´s COMMUNITÀS

P.S: A numeração não quer dizer preferência, é apenas uma forma de certificar-se de ter escolhido apenas oito, conforme orienta a regra... Como a Nane já citou o James do Jesus, o Maior Amor, Léo do Púlpito, Thiago do Descanso da Alma entre outros numa listagem de oito, deixo de incluí-los nesta lista...

Um abraço a todos...

Citação, Charles Colson

Uma revista devocional popular cita o Salmo 65.9: "os ribeiros de Deus são abundantes de água" e parafraseia : "Encherei minha mente até transbordar com pensamentos de prosperidade e sucesso. Afirmo que Deus é minha fonte, e Deus é ilimitado."
Isso não é, simplesmente, uma adaptação religiosa do evangelho de nossa cultura, da filosofia de buscar sempre o primeiro lugar, de que Deus ajuda a quem a si mesmo se ajuda; isso é heresia."
Colson, Who Speaks?. p.36
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