terça-feira, março 3

Pegadinhas, EBD e o Mundo

Quando estou a lecionar na EBD gosto de trabalhar com pegadinhas. Elas são excelentes, muito embora, tornou-se praxe todas elas serem descobertas, pois não consigo explicitá-las sem, ao questionar os alunos, dar um belo sorriso indicativo de que armei uma rede com arapuca para pegar qualquer um que se ache por demais desavisado e desatento.
Muito embora, todos, automaticamente, identifiquem as pegadinhas pelas minhas risadas denunciadoras, elas continuam difíceis de serem vencidas! Ainda mais porque não costumo dar indicações de qual será a opção correta a seguir, antes me pronuncio na voz mais constante e prazerosa, exatamente, como o mundo nos convida. Uso a lógica das lógicas, a lógica falha humana que enxerga, unicamente, o que é temporal, negligenciando o que é eterno! Faço, exatamente, com que a mensagem se assemelhe àquela veiculada pela mídia, tornando-a, aparentemente, atrativa aos corações que desejam, unicamente, satisfação própria e esforço mínimo e, por isso se tornam, mais tentadoras e persuasivas.
A intenção é proporcionar, exatamente, o tipo de ambiente relacional no qual estamos vivendo, onde mentiras são ditas entre meias verdades e, justamente, por estar entre elas, acabam por serem aceitas.
Eles devem aprender a questionar todas as coisas e, por fim, alcançarem a revelação da verdade, por mais enegrecida que alguém tenha a tornado.
Todos são convidados a arrazoar, questionar, dirimir, raciocinar sobre as escrituras e, por um instante insignificante de frações de segundos comparado a toda a eternidade que nos espera, decidirmos o caminho a trilhar.
Isto, faço, pois, ninguém alcançará a salvação para mim, nem mesmo eu a alcançarei para eles. Esta questão é individual. Por isso, devo esmerar-me em conhecer as escrituras e fazê-los questionarem as coisas ao redor antes de posicionarem-se diante dos fatos.
De certa maneira, tento persuadir aqueles que me ouvem a ouvirem com diligência cada palavra que professo, pois algumas delas podem alterar completamente o rumo da conversa e, consequentemente, influenciar uma má decisão.
Penso que isso não seja, somente, necessário, mas sim, imprescindível, pois diariamente somos convidados a tomar uma série de decisões: acordar ou permanecer na cama, café ou chocolate, roupas ou calçados, gasolina ou churrasco, servidão ou libertinagem, enfim, nosso mundo, está cercado, mesclado, inserido e aglutinado num universo de decisões que tomamos sem ao menos percebermos que algumas dessas decisões são de cunho altamente espiritual e, por isso, possuem implicações eternas.
Um dos maiores trabalhos de um educador é demonstrar que aquelas pegadinhas tão costumeiras durante uma aula em classe dominical fazem parte do nosso cotidiano. Elas estão inseridas dentro do nosso cotidiano entre as decisões, ditas, banais.
Dentro deste sistema de tomada de decisão, somos sugestionados a tomar decisões eternas como se estas fossem decisões banais e corriqueiras levando-nos, diretamente, ao contra-azimute das escrituras e daquilo que tanto almejávamos, a salvação eterna.
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2 comentários:

Paulo Adriano Rocha disse...

Paz, Pensador!

Eu acho que esse é um dos grandes problemas hoje em dia: a banzalização do eterno. Como a sociedade é extremamente imediatista, a tendência é querermos levar isso pra dentro da igreja. E são contextos completamente diferentes (às vezes até opostos). Não podemos encarar a escolha entre o café ou o chá do mesmo modo que entre fazer o certo e o errado, de acordo com a Palavra. Infelizmente, nem sempre conseguimos fazer essa separação...

Abraços e paz para você e todos os seus alunos.

O PENSADOR disse...

E é, exatamente, o que vem ocorrendo, os assuntos que estão em voga são os terrenos e não os espirituais! O povo procura alívio imediato e, infelizmente, têm encontrado em programas, ditos, evangélicos que por estarem na mídia, arrastarem massas e possuírem fama, adquirem a alcunha de verdadeiro, íntegro e correto. Este tem sido meu ponto de partida, daí os convido a arrazoar sobre as escrituras, demonstrando que nem sempre o que é visto como fiel e íntegro às escrituras o são...

Vlw pelo comentário...

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