segunda-feira, dezembro 6

Lendo as Escrituras...

Creio, particularmente, que qualquer leitor, buscando aprofundar-se em conhecimento, sobre um assunto descrito com riqueza de detalhes num determinado livro, deva, primeiramente, firmar as bases de sua leitura.
Trata-se de uma ficção? Mito? Fatos reais? Descrevem a realidade como deveria ser? Como foi? Como é? Como será? Seu texto está baseado em termos estritamente figurados? Ou descrevem as narrativas de forma literal? Faz sentido interpretar o texto de forma literal? É plausível sua interpretação de forma figurada?
Sem responder a estas perguntas, nenhum leitor, por mais que se esmere em ler a obra, jamais, alcançará a mente daquele que procurou escrevê-la. De modo nenhum, compreenderá a proposta do autor.  Isto é fato para qualquer livro de origem secular. 
Quando o livro em pauta é a própria Bíblia, escrita por Deus, fica óbvio que nunca alcançaremos a mente daquele que escreveu, pois o profeta Isaías descreve a advertência divina “porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55.9)
Seria esta advertência motivo para não buscarmos estudar e compreender os textos divinamente inspirados? De modo nenhum, pois o próprio Cristo afirmou: “examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (Jo 5.39)
Ora, o imperativo de Cristo, quanto a buscar o conhecimento, aliado ao impedimento de compreendermos toda a obra divina, complementa-se na verdade de que só podemos compreender os textos na medida da revelação que nos foram dadas, pois “as coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” (Dt 29.29).
Na compreensão dos textos bíblicos, considero de suma importância três aspectos. São eles: A interpretação literal das escrituras, a distinção entre Israel e a Igreja de Deus e, ainda, que o propósito da história é a glória de Deus.  
Quanto a interpretação literal, “...é aquela que pertence ou diz respeito às letras (...) baseadas em palavras reais (...) não indo além dos fatos...”, levando em consideração o método gramatical (de acordo com as normas gramaticais), histórico (coerente com o passado histórico) e contextual (a interpretação do texto tem que harmonizar com a passagem e ao mesmo tempo com toda a escritura, ou seja, Deus não pode se contradizer). 
Na interpretação literal, não importa se o texto está sendo empregado no sentido conotativo ou denotativo, não importa se o texto está fazendo uso de figuras de linguagem, importa que o texto esteja se referindo a coisas que, de fato, aconteceram.
Quanto a distinção entre Israel e a Igreja, a correta identificação de ambos nas escrituras, permite identificar as promessas e ordenanças que nos cabem, ou seja, em outras palavras, fica fácil identificar a mensagem dirigida, diretamente, a Igreja de Deus, a fim de que busquemos viver segundo a vontade de Deus, para a dispensação que nos encontramos.
Quanto ao propósito da história, permite que nosso foco esteja sempre ajustado a vontade de Deus em detrimento de nossos próprios desejos, impedindo que o homem se exalte e ache de si mesmo mais do que convém. Se o propósito é Ele, não há porque nenhum homem buscar auto-exaltação.
Se nossa leitura bíblica for feita debaixo dos preceitos cristãos, sob a direção do Espírito Santo, os três aspectos acima elencados poderão ser usados em nosso favor a fim de que “... cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13).
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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

2 comentários:

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