segunda-feira, dezembro 15

O Evangelho: Anunciá-lo ou Vendê-lo?

Infelizmente, estamos vendendo um evangelho diferente daquele que nos foi anunciado pela Bíblia.
De quem será a culpa? Estamos vendendo a salvação e não a anunciando!
Em nossos dias, a salvação é comercializada bem debaixo de nossos narizes sem que façamos nada. Cristo tornou-se muitas coisas para uma sociedade capitalista egoísta, menos o Salvador e Redentor de nossas almas.
A cada dia, as pregações são mais e mais contextualizadas com o público alvo, para a infelicidade daqueles que as ouvem.
Estamos contextualizando o nosso egoísmo com a necessidade de Deus atender todos os nossos desejos infantis em detrimento da vontade dEle.
Estamos contextualizando a nossa preguiça mental para analisar as escrituras com o desejo dos lobos vorazes, que entram no rebanho para dividir e selecionar as mais fracas para o abate.
Estamos contextualizando nossa cobiça com tudo o que o mundo pode nos oferecer quando ‘‘colocamos Deus contra a parede’’.
Estamos contextualizando o que a Bíblia fala acerca da última igreja na face da Terra ao cometer todos os erros, anteriormente, citados.
Para vender um produto, tenho, obrigatoriamente, que torná-lo atrativo, senão o produto vai ficar encalhado na loja! É isto que estamos fazendo com o evangelho, tornando-o atrativo através de inúmeras explanações eloqüentes, no entanto, desprovidas de verdade, validade e autenticidade. Enfatizo as bênçãos, faço com que o povo busque a cura divina ao invés de Cristo, transformo a igreja num clube de auto-ajuda onde as pessoas entram para ouvir uma palavra positiva a fim de aliviar o stress diário e constante. Enfim, transformo o evangelho num produto desejável para uma geração, estritamente, consumista e materialista.
Anunciar o evangelho é expô-lo em sua íntegra, da mesma forma como Jesus fazia, dando a seus ouvintes a oportunidade de optarem ou não pela salvação. Sem invencionices, sem maquinações, sem afixação de preço, sem manipulação de emoções ou qualquer tipo de aplicação que sugira engrandecimento pessoal. Antes, deveríamos expor o evangelho na qualidade de João Batista, como um homem, que anseia em diminuir frente a grandeza daquele a quem anuncia.
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2 comentários:

james disse...

Graça e paz a vós vos sejam multiplicadas, irmão Pensador.

Em verdade, não somente há a comercialização das bênçãos, como também há, um maciço contingente alheia à salvação carregadores de Bíblia...

Não somente há mercenários comercializando o evangelho, como há mercenários o comprando...

Mas, aqueles que esperam no Senhor, aqueles que aguardam com alegria a vinda de Seu Senhor, aqueles que, somente esperam uma riqueza, e esta não está nesta vida:

Estes não barganham com Deus, relutando que o dízimo é bíblico...

Estes não esperam nada para esta vida...

Estes se alegram tendo o que comer e tendo com que cobrir...

Estes se alegram em participar da Ceia do Senhor, tendo a esperança da vinda de Jesus, e humilde ajoelham-se diante de seus irmãos a lavar-lhes os pés...

Estes não se aglomeram em templos faraônicos e gritam palavras de ordem proferidas por mega pregadores...

Estes não se amontoam em shows pirotécnicos evangélicos...

Estes se reúnem em nome do Senhor Jesus em seus lares prestando-Lhe cultos de sincera adoração...

Fraternalmente.
James.
www.jesusmaioramor.blogspot.com

O PENSADOR disse...

Graça lhe seja multiplicada sempre...
Seus comentários sempre são pertinentes, lembrando a qualquer crítico que leia estas postagens que existe uma igreja fiel, um remanescente que luta, desesperadamente, com tudo o que tem e tudo o que há, a fim de se opor a tendência geral, buscando com diligência a fidelidade à Deus

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