segunda-feira, abril 13

400 anos de silêncio e o reflexo em nossos dias...

Trinta e cinco anos após a morte de Neemias, o povo havia se esquecido, novamente, de Deus.
Voltaram a cuidar dos próprios afazeres tornando-se mecânicos com os atos cerimoniais e com relação a tudo que os ligassem com o templo do Senhor.
Tudo o que Neemias havia reedificado foi destruído em trinta e cinco anos. Parece até que Neemias já previa que todo seu esforço em reedificar a casa de Deus seria em vão, uma vez que seu último clamor registrado no livro que leva seu nome diz: “Em tua bondade, lembra-te de mim, ó meu Deus”.
Três anos após a morte de Neemias, nasce no berço da Grécia seu mais ilustre pensador, Platão. Cinco anos após o nascimento de Platão, nasce o último profeta do velho testamento e com ele a última advertência antes de Deus, pessoalmente, intervir na história.
Malaquias era o último dos profetas que lembraria Israel de seu pecado contra o Senhor, na tentativa de fazê-lo retornar para o bom caminho. É um peso demasiadamente grande para um homem carregar! No entanto, o ministério de malaquias foi, ousadamente, concluído alertando sobre a benção e a maldição que viriam. Após o encerramento de seu ministério profético, houve 400 anos de silêncio.
Apesar da pregação incisiva do profeta, o povo não retornou das más obras, não se voltou para seu Deus, o que fazia, fazia por formalismo, mas não apresentava o melhor do seu rebanho, nem o melhor de suas colheitas. Os corações dos judeus estavam em suas próprias casas, em seus próprios bens, no status social perante os demais membros da tribo. Faziam-se de santos sem serem. Não queriam passar pela congregação levando um animal até o templo para que este fosse morto para espiar seus pecados. Não por não terem pecados, mas sim pela vergonha em torná-lo público diante dos demais.
O próprio homem, seu orgulho, desejos e anseios eram mais importantes do que a casa do Senhor e o próprio Deus.
Naquela época, houve silêncio que durou 400 anos que findou na vinda do Filho de Deus para nossa própria salvação.
Hoje, a Igreja anda pelos mesmos caminhos, cada um cuidando dos seus próprios afazeres, alguns, simplesmente, vão aos cultos por mera formalidade devotando a Deus aquilo que lhe sobra. Poucos cristãos buscam conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor e o reflexo disto é uma Escola Bíblica pouco freqüentada, uma vida insípida e inodora, incapaz de frutificar e multiplicar, alheio a própria realidade que lhe cerca.
Esta geração a cada dia se distancia mais e mais da verdadeira adoração, do temor e tremor diante de Deus a semelhança das pessoas que viviam no tempo de Malaquias.
A geração de Malaquias não atentou a voz do Espírito e como resultado houve 400 anos de silêncio de Deus. Nossa geração encontra-se as portas da Grande Apostasia, o que aconteceria se deixássemos de ouvir a voz do Espírito Santo, justamente, no ponto histórico/profético no qual nos encontramos?
O último alerta de Malaquias foi dados e uma geração inteira negligenciou. O último alerta de Cristo para as Igrejas já nos foi dado e perfaz a mensagem as sete Igrejas descritas no Apocalipse, principalmente, àquela que mais reflete a real característica de nossa geração e o derradeiro aviso, Laodicéia.
Quem tem ouvidos ouça, o que o Espírito diz às Igrejas...

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2 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Otimo texto. Contemporaniedade na sabedoria do AT;
Pequeno reparo: João Batista é tido como profeta do AT.

Grande abraço do seu seguidor e amigo virtual (risos),

Danilo
http://genizah-virtual.blogspot.com/

O PENSADOR disse...

Obrigado pelo comentário e pelo reparo, rs.

Aliás, eu já sabia que um de vocês iria fazer este comentário, mas quando disse que o último profeta a tentar trazer o povo de volta ao juizo foi Malaquias, o disse dentro da seguinte perspectiva:

O ministério de João Batista não é a última tentativa de Deus corrigir seu povo sem que haja necessidade de intervenção pessoal, João Batista é aquele que prepara o Caminho do Senhor, portanto, ele não tenta impedir um acontecimento, conforme os demais profetas, ele prepara o caminho para a chegada daquele que é maior do que ele, cujo qual ele mesmo não se acha digno de desatar as sandálias. Dentro dessa ótica, exclui João, mas de fato, ele é o último, contudo, dentro do contexto da abordagem que tentei impelir ao texto, o ministério dele difere dos demais profetas. João conhecia a promessa e sabia de quem falava, os demais não conheciam mas ansiavam pelo arrependimento nacional. Essa foi a perspectiva do texto quando exclui João, o batista.

No entanto, fico muito feliz de saber que vocês estão lendo os textos e estão atentos aos detalhes!

Um abraço e muito obrigado pelo comentário logo pela manhã.

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