segunda-feira, setembro 18

A Morte da Igreja em nós pela falência da adoração

Há mais de 2000 mil anos atrás o Filho do Homem esteve andando entre nós, ensinando, exortando, praticando o amor, a comunhão e a benignidade. Durante todo seu ministério terreno, sua preocupação era ensinar o caminho de volta ao Pai.

Todos sabemos qual foi o alto preço pago naquela cruz, como foi deixado sozinho pelos seus durante a sua captura e como os apóstolos no dia do pentecostes mudaram completamente de caráter. Passaram de covardes a pregadores audazes que não se calavam ante a autoridades ou perigos de morte.

A adoração fluía em todos os sentidos. Suas vidas eram dedicadas à adoração a Deus.

Não havia enfado na igreja primitiva, Paulo estendia-se por diversas horas discorrendo sobre as escrituras, por vezes até o raiar do dia.

Eram reconhecidos pelo amor que tinham uns pelos outros. A adoração simplesmente fluía de um coração regenerado e agradecido. É claro que houve problemas, mas muito maiores foram os acertos. Não era necessário no primeiro século de vida da Igreja levantar questões sobre a natureza de Jesus, se era homem ou Deus. Não se faziam concílios para determinar se quando a mosca caía na água benta, a água tornava-se profana ou a mosca abençoada.

Não perdiam tempo com questionamentos menos importantes, como nós o fazemos hoje em dia.

Qual é o estilo de adoração que estamos desenvolvendo em nossos dias? Reverenciamos o criador? Exaltamos Deus pela nossa salvação imerecida? Será que Rm 11.36 tem lugar em nossas vidas nos dias atuais, ... porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas... Onde está a adoração a Deus pelo que ele é?

A palavra louvor não só perdeu peso, mas também, significado. Louvar quer dizer elogiar, exaltar, enaltecer e glorificar. Contudo, este tem sido o significado que menos damos a palavra louvar. Ou quando fazemos menção a qualquer desses significados, o fazemos para em seguida dizermos que Deus irá nos abençoar porque ele pode.

Ele pode, mas será que ele quer? Será que ele quer um bando de filhos mimados? As próprias escrituras testificam que não, pois Jesus Cristo foi o exemplo de filho que Deus deseja. Dessa forma, continuamos a nos afastar de Deus dia após dia, deixando de adorá-lo da forma como ele deseja ser adorado. Não queremos as bênçãos oferecidas por Deus, queremos que Deus derrama a chuva de bênçãos que determinarmos.

Uma adoração que pensa mais em si do que naquele a quem se deve adorar não é adoração é bajulação do próprio ego, fato este que a Bíblia condena veementemente. É só olharmos para a oração do fariseu e a do publicano.

O problema repercute no fato de não termos conhecimento sobre as escrituras, fato este pelo qual Oséias disse que o povo de Deus estava sendo destruído.

Surgem a cada dia técnicas de entreter a massa e torná-la cada dia mais negligente com os preceitos verdadeiramente bíblicos. Tudo isso porque o que o homem moderno deseja é o alívio para uma semana de stress no trabalho, a resposta para seus problemas financeiros, ou ainda, reconhecimento social, às vezes, status dentro da própria Igreja.

Não é a toa que a mensagem de Cristo a ultima Igreja (Laodicéia), afirma: “...eis que estou a porta e bato...”. Ele está do lado de fora da sua própria Igreja; Cristo deixou de ser o alvo de adoração da Igreja do final dos tempos.

O alvo desta Igreja, considerada pelas próprias escrituras como a Igreja apóstata, é a solução para os problemas desta vida.

Auto ajuda seria o termo melhor empregado para nossos dias. O louvor deixou de ser direcionado a Deus e passou a ser direcionado ao empregado que resolve todos os nossos problemas. Não se fala mais em ‘pecado’, é uma palavra muito forte, a trocamos pela palavra ‘falha’ ou ‘erro’. Afinal de contas, são palavras fáceis de assimilação pelo povo.

Esquecemos que o evangelho não é um band-aid para se colocar em ferimentos de infecção interna, dessa forma ele nada resolve. O evangelho é o próprio bisturi nas mãos do médico dos médicos que com precisam cirúrgica retira o tumor de dentro de nós, dando-nos novidade de vida.

A adoração nada mais é do que o agradecimento verdadeiro que brotou no coração do homem salvo e curado de sua doença terminal.

Esta Igreja, Laodicéia, parece reunir todas as falhas das demais Igrejas apontadas em apocalipse, mas dou ênfase a Igreja de Éfeso a qual foi advertida por negar o primeiro amor, por negar a gratidão, regozijo e alegria pela salvação, por negar uma adoração fluente que alcança os demais doentes e anuncia-lhes a salvação.

O Homem foi criado para adorar, faz parte de sua natureza. É algo que ele não tem como negar e fugir. Quando o Homem deixa de adorar o Criador, automaticamente ele passa a adorar a criatura, seja lá o que for que ele entenda como criatura. É necessário que ele direcione sua adoração para algo ou alguém.

Somos templo do Espírito Santo e isto quer dizer que cada um de nós é em si mesmo local de adoração a Deus. É importante ressaltar que como templo do Espírito Santo devemos adorar somente a Deus, não há espaço suficiente para adorar qualquer outra coisa a não ser o Senhor.

Se adoro mais o meu “eu” interior com todas as suas manias e vícios do que Deus, se não me preocupo com a comunhão entre os irmãos, se promovo a discórdia em lugar da concórdia, se minha preocupação é satisfazer minhas vontades pessoais, então pode até haver um templo erguido, mas o Espírito Santo não está lá para receber a adoração. Logo, se algum dia alguém pensou que existia o templo do Espírito Santo naquela pessoa, só me resta dizer que pode ter existido mas ocorreu a morte da igreja pela falência da adoração.

4 comentários:

laerte e disse...

Nossa!!
este tema foi discorrido de uma forma muito impactante.
eu concordo com o autor, em número, gênero e grau.
Essa é a triste verdade da igreja contemporânea, que tem fujido da teologia da graça e migrado para a da prosperidade.
a igraja tem se tornado egocêntrica, orgulhosa, individualista, egoísta e tem perdido a essência do que é ser igreja.
Deus nos constituiu na Terra para alimentarmos os famintos, saciarmos os sedentos, "abraçar-mos os necessitados e excluídos da sociedade, enfim amarmos a todos, porém denúnciarmos o pecado.
se não deixaremos de ser igreja e seremos apenas um clube de encontro e Deus não poderá ser glorificado.
que o Senhor levante remanecentes, como Elias em seu tempo, assim seja eu , assim seja você que escreveu este artigo.
Deus abençoe!!!
A paz do Senhor!

O PENSADOR disse...

agradeço pela visita, comentários e pela contribuição, as quais são sempre bem vindas, ..., graça e paz...

Andréa Vieira disse...

Amém! O nosso culto é racional. a Palavra de Deus diz que devemos adorar Ao Senhor com todo o nosso entendimento. A emoção fica por conta do profundo amor que sentimos pelo nosso Senhor. se durante o louvor as pessoas refletissem mais sobre o que estão oferendo ao Senhor, letras com erros teológicos, apologia a rebelião, prometendo a Deus aquilo que não podem cumprir... Outro dia ouvi um absurdo em uma aula, onde o professor disse que na hora do louvor ninguém usa a razão, somente a emoção desvalorizando a verdadeira adoração que é com toda a nossa força e todo o nosso entendimento. Precisamos resgatar a verdadeira adoração, precisamos alertar essa "geração de adoradores" que as lágrimas, a alegria do Senhor, a emoção vem através da consciência dos motivos mil que nos fazem adorar aquele que nos deu a vida.

O PENSADOR disse...

Obrigado pelos comentários, estarei visitando sua página, após as festas, ..., um abração... fique com Deus...

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