quarta-feira, maio 20

O Evangelho do auto-engano

É com tristeza e grande pesar que afirmo que o evangelho mais consumido é o menos saudável.
Existe um evangelho que não visa promover o Reino de Deus muito menos a salvação da alma do pecador. Ele somente busca exaltar a si mesmo e resolver os problemas práticos desta vida temporal. Neste evangelho não há espaço para Deus e sua divindade, resta apenas um claro em aberto para ser ocupado pelo menino das entregas rápidas.
Tal evangelho é prejudicial a Igreja (Corpo de Cristo) e ao próprio Homem que dele se alimenta, pois transforma-o num ser humano frágil, incapaz trabalhar e de providenciar seu próprio sustento. Vive de mensagens calorosas e positivas!
Por diminuir o status de Deus a um simples garoto de entrega de pedidos, o qual deve atender no mais curto prazo de tempo, anula o temor e tremor, a reverência e a gratidão, o zelo e a correção.
Este evangelho, já há muito tempo perpetuado entre nós, cria cristãos nominais. Homens que buscam a benção e não o abençoador. Não anseiam e nem anelam em se aproximar do verdadeiro Deus. O que querem é identificar a linha divisória entre ser salvo e não sê-lo, para que estejam o mais próximo possível de suas vidas pré-“conversão”. Não almejam conhecê-lo, pois sabem que quanto mais conhecem mais indesculpáveis se tornam por não vivenciarem o evangelho autêntico.
Enquanto isso, o único e verdadeiro evangelho acumula poeira entre suas folhas, porque ninguém deseja ser corrigido e exposto como pecador, mesmo que seja pelo próprio Deus.
Ninguém anseia em seguir pelo caminho mais dificil, muito embora as escrituras afirmem, constantemente, que o caminho é estreito e envolve renúncia, negação, mortificação da carne e, por consequência, santificação.
Como temos dois produtos no mercado, o verdadeiro e o genérico. De uma forma bem simplificada, o primeiro envolve sofrimento, renúncia, perseguição, desgaste e as beneces serão dadas na eternidade. O segundo massageia o ego, é extremamente positivo, centrado nas necessidades consumistas humanas, dá todas as coisas em vida, mas as beneces da eternidade foram trocadas e inexistem, produto falso que acarretará numa perda eterna. Por que digo isso? Porque quem leu o evangelho e, realmente, o entendeu, sabe que quem se alimenta deste falso evangelho nunca chegou ao conhecimento da revelação de Cristo. Se não conhecê-lo, como se decidir por ele? Como aceitá-lo? Como ter intimidade com Ele, se o que nos é passado não tem relação alguma com Ele? É o cumprimento profético da expressão encontrada em 2ª Timóteo 2.13, indo de mal a pior enganando e sendo enganados... Quem abraça este evangelho de auto-ajuda, de prosperidade, de pensamento positivo está bem longe da verdade. Compraram um produto falsificado incapaz de produzir as bem-aventuranças futuras, enfim, “o barato que sai caro”;
Qual deles terá mais aceitação? O evangelho original ou o falsificado? Nem se preocupe em responder! Nossa geração já respondeu a questão com ações...

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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

2 comentários:

Alan disse...

A Paz de Jesus Cristo,

Glorifico a Deus pois ele sempre tem um remanescente que não deixa a chama da luz do verdadeiro evangelho se apagar.

Deus te abençoe por este post

Alan G. de Sá
www.manejandobemapalavradaverdade.blogspot.com

Cristina Alves disse...

Falou tudo, irmão!
Outro dia eu estava navegando no meu blog e encontrei uma homenagem "Grandes Pensadores da Blogosfera". É um movimento para linkar os blogs de conteúdo cristão de qualidade, e uma as exigências do selo é indicar outros 5 blogs. Foi uma bênção esse selo porque eu encontrei mais blogs com mensagens que me alimentaram, assim como o seu, de coração!
Então, eu indico você, e dá uma olhada no meu blog http://crisentranasala.blogspot.com para as demais regras e até conferir blogs de HD também :)
Parabéns e que Deus continue te usando!

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