quarta-feira, junho 3

Zacarias, uma pedra no sapato da Igreja!


“Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém”. (Zc 12.2)

Para quem se preocupa com a palavra profética, sabe que este texto está inserido no contexto dos últimos dias, as portas do retorno de Cristo.
Bem, a Igreja aguarda o encontro com Cristo nos ares, conforme afirma 1ª Ts 4.17, o que com certeza configura a bendita esperança descrita em Tt 2.13.
Eu, assim como eles, também aguardo pelo arrebatamento, que ocorrerá antes da tribulação, segundo a linha interpretativa pré-tribulacionista!
Contudo, o profeta Zacarias me rouba noites de sono! O tom quase audível dos alertas contidos ali quase me ensurdece os ouvidos, em virtude da clara exposição acerca da brevidade dos últimos dias!
A Leitura de Zacarias, no tocantes as profecias relacionadas a Israel e o seu cumprimento literal, associadas ao contexto geopolítico estratégico mundial, alertam que está tudo muito próximo do fim, não tão próximo que já se possa ver claramente, não tão longe que não possamos fazer nenhuma conjectura, ..., enxergamos como que através de uma penumbra fatos que, ocorrendo, contribuirão para a manifestação do cenário apocalíptico. Por exemplo, no mês de maio, Israel celebrou a pedra angular, que sustentará o novo templo a ser construído. Aliado a isto, o EUA parece estar retirando seu manto protetor de Israel, deixando conforme as escrituras aludem, excluído do cenário mundial, desacreditado, suas terras novamente repartidas, perseguido e, por fim, sitiado, tendo todas as nações contra Israel numa tentativa frustrada de fazê-los sumir do mapa.
Todos nós sabemos que o arrebatamento é sem aviso prévio e antecede os eventos tribulacionais! Ora, se já nos é possível verificar a formação de um cenário que deve estar montado e pronto na época do início do governo anticristão, quanto tempo nos resta antes de sermos arrebatados? Ninguém sabe, mas eu fico com meu posicionamento! Temos pouco tempo! O que de forma alguma é motivo de tristeza e pesar.
Contudo a brevidade do tempo reflete em nossa consciência no fato de ainda termos feito muito pouco pela causa de Cristo. A quantos pregamos? A quem anunciamos as boas novas? O que fazer com o pouco tempo que nos resta? Alessandra Barragana (1994-2008), sabia o que fazer e em pouco tempo demonstrou que se pode fazer muita coisa!
Se soubéssemos que temos pouco tempo! O que pregaríamos? Quão certos, firmes, sinceros, honestos e precisos seríamos nas afirmações acerca de Cristo, seu amor, do pecado, da condenação, da salvação, entre outros pontos igualmente importantes? Qual seria o foco de nossa pregação? Preparar o homem para viver como Cristão aqui ou como tornar-se um cidadão do Reino de Deus? Sei que não deveria haver dupla interpretação neste questionamento, mas há! Qual, verdadeiramente, seria a importância da maioria das pregações temporais e humanistas pregadas diante da iminência de um arrebatamento?
Não estamos vivendo como se tudo pudesse acabar amanhã! Não estamos pregando como se esta fosse a nossa última mensagem! Não estamos aproveitando cada fração de segundo de nossas vidas!
É verdade que não dá para abraçar o mundo nem os céus com as mãos. Contudo, se nos esmerarmos para dar o melhor em cada uma das coisas que fazemos rotineiramente, já estaremos fazendo e sendo a diferença, porque tudo o que fizermos, realmente será para exaltação dEle e não nossa. As mensagens serão profundas e imensamente inspiradas! Se você tivesse somente mais um dia antes do arrebatamento, qual seria a mensagem de evangelização, amor e arrependimento que pregaria aos seus ouvintes? E a quantos pregaria? Estaria sentado no banco completamente acomodado, ou estaria se empenhando em prol da causa cristã?
Se nossos corações forem tomados pelo temor, amor e anseio pela iminência do retorno de Cristo, estaremos mais envolvidos em proclamar o Reino de Deus, como nunca ousamos estar.
Estaríamos buscando conhecer o Senhor dia-a-dia;
Estaríamos servindo em sua casa e fora dela;
Entenderíamos que não há estagnação do crescimento espiritual dentro do Cristianismo. Ou crescemos, constantemente, ao buscá-lo, ou voltamos a estaca zero pelo comodismo espiritual, pelo amor próprio e ausência de anseio de buscar a santificação.
A Igreja está deixando seu amor por Cristo esfriar as portas do arrebatamento! Façamos como a Carta aos Hebreus nos orienta: ‘
Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima’’(Hb 10.25). Pense nisso!

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Postado por Ricardo Inacio Dondoni

1 comentários:

Cristina Alves disse...

O fim está próximo! Ou como diriam algumas placas nos postes de luz aqui, Jesus Breve Voltará!
Já ouvi uma música "viva cada dia como se fosse o último e o primeiro ao mesmo tempo". E realmente, como nos sentíamos no primeiro dia da conversão? Aquele ímpeto de pregar para todos e """""convertê-los"""""; quando prestes a morrer, será que nos deixamos usar por Deus e deixamos um legado cristão?
Bom artigo, Dta!

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