domingo, abril 27

A Verdadeira Expressão da Religiosidade


Quantos de nós não vivemos uma espiritualidade inodora, insípida e, ora translúcida, ora transparente?
Estas são qualidades excepcionais para a água que devemos beber todos os dias, mas quando são utilizadas com intento de qualificar nossa expressão espiritual através delas, elas deixam de ser qualidades para tornarem-se defeitos imperceptíveis para o tipo de cristandade que o mundo gera em nossos dias.
Transparente porque, esta espiritualidade não tem nenhuma expressão de ser. Ela, nem ao menos, aparenta existir. Quando focamos nossas vistas nesta “espiritualidade”, nossos olhos a transpassam para enxergar as coisas além dela e não ela mesma. Uma espiritualidade incapaz de mudar a forma como enxergamos o mundo por ser transparente, beirando a inexistência.
Nossa forma de enxergar o mundo permanece a mesma dos dias anteriores a nossa conversão ou quem sabe, se uma vez alcançado um determinado estado de graça não decaímos dela para voltarmos a viver e ver as coisas conforme a víamos anteriormente?
Inodora. Incapaz de exalar uma fragrância singular que a diferencie das demais. Sem cheiro que atraia ou distancie as pessoas. Tornou-se, dessa forma, algo desnecessário, pois sua presença ou ausência, nem ao menos, pode ser notada. Perdeu a aptidão em atrair, cativar, chamar a atenção para si. Uma espiritualidade incapaz de atrair a atenção do mundo, não exala o bom perfume de Cristo, nem se preocupa em fazê-lo.
Por fim, insípida. Sem gosto! O alimento que está sendo ingerido não abre o apetite, não motiva a ingestão, não causa contentamento, nem desejo por alimentar-se dele. Um cristianismo incapaz de alimentar, incapaz se saciar a alma do homem pecador, incapaz de fazê-lo buscar o alimento que tanto precisa para sobreviver.
Uma espiritualidade morta e indesejável, somente semelhante àquela descrita na carta a última igreja viva sobre a terra antes do retorno de Cristo, Laodicéia.
Não precisamos viver na conformidade do mundo, muito menos na forma como a última geração da Igreja de Cristo está a se adequar a este século. Temos armas poderosas em Deus para não nos conformar com este século!
A Igreja Verdadeira de Cristo e o tipo de espiritualidade que ela dissipa possui um sabor agradável, um perfume único e é visível o suficiente para que a possamos identificar. De dentro dela enxergamos o mundo que a cerca com olhos diferentes daqueles que possuíamos quando estávamos do lado de fora de suas portas.
A única pergunta que nos cabe aqui é esta: “Estamos vivendo dentro desta Igreja?”
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2 comentários:

Omar disse...

Muito boa parábola do 'status quo' cristão. Vou compartilhar em Canoas e indicar seu blog que, aliás, está de muito bom gosto.

Anônimo disse...

Excelente parábola do 'status quo' da cristandade. Vou compartilhar com Canoas e indicar o seu blog.
Omar.

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