sexta-feira, abril 22

Apocalipse!

O livro de apocalipse após séculos continua sendo um divisor de águas no mundo cristão.
Alguns o evitam, crendo que não há motivos para falar dele. Afinal de contas, se todo o ensinamento de Cristo resume-se ao cumprimento de dois mandamentos, amar à Deus e amar ao próximo, para que perder tempo falando de dor, sofrimento, flagelos e ira divina? Parece ser uma boa desculpa, mas questiono: Por que após Deus resumir o cumprimento de todo seu ensinamento aos dois mandamentos descritos acima, Ele resolve falar sobre dor, sofrimento, flagelos e ira divina? Logo, considero que pregar o amor não desqualifica a importância das revelações de apocalipse e não justifica o desinteresse pelo livro.
Deixar de lê-lo não impedirá que as coisas que estão escritas nele venham a se cumprir, portanto, é pelo menos insensato, possuir o conhecimento sobre o que Deus irá fazer num futuro indeterminado, no entanto, a cada dia mais próximo, e não fazer uso do conhecimento adquirido.


Gênesis e Apocalipse são semelhantes a dois suportes que seguram todos os livros em pé numa estante. Retire um deles e todos despencarão. De maneira ampla, em gênesis temos a criação e a queda, em apocalipse temos a solução final aplicada para a questão do pecado e a execução do resgate afiançado na Cruz do Calvário.
Talvez, um motivo que leve as pessoas a fugirem de apocalipse seja o medo de se encontrar do lado errado do muro. A carta a Laodicéia afirma que a última geração que se encontra diante de Deus às portas do arrebatamento é uma geração que foge a necessidade de tomar decisões. Consta no livro que tal prática não os tornaram menos culpados. Aliás, o fato de ter poder para tomar uma decisão e terem resolvido não tomá-la, tornaram-os, apenas, mais indesculpáveis perante Deus. Portanto, ler continua sendo a melhor resposta.
Vamos trabalhar com dois motivos que, geralmente, afastam os cristão do livro de Apocalipse.
1)Quanto as coisas dificeis que se encontram no livro
É possível que não tenhamos tempo suficiente para compreender todas as coisas que ali constam, mas se você começar a ler o manual de leitura do livro de Apocalipse, muitas coisas serão esclarecidas. Talvez você pergunte que manual? Ora tudo quanto já foi escrito, anteriormente, nas escrituras, que remetem a fatos similares. Por exemplo, o livro de Daniel, Ezequiel, Zacarias, Jeremias, Joel, etc. Já se perguntou onde foi que João foi buscar os cavalos de cores diferentes presente em apocalipse? Leia Zacarias e verá. E a respeito de selar 144.000? Leia Ezequiel. Fácil assim! A Bíblia interpreta a própria Bíblia. Não é possível entender o Novo Testamento, sem compreender o Velho Testamento. Portanto, comece pelo óbvio, em gênesis indo até apocalipse, como faria na leitura de um livro secular. Desse modo, em apocalipse você verá o cumprimento da promessa sobre a inauguração do Reino Messiânico, descrita ao longo de inúmeros livros das escrituras, os quais você já terá lido.
2) Quanto ao medo da ira divina sobre a terra
É verdade que em apocalipse encontramos Deus batendo na terra 21 vezes, no entanto, bater 21 vezes demonstra somente a Graça de Deus e a oportunidade aberta para o arrependimento. Lembre-se, ele poderia bater uma única vez, lançando sobre a face da terra todos seus juízos (selos, trombetas e cálices) ao mesmo tempo, mas que bem isso poderia produzir? Dividir sua ira em 21 porções demonstra a graça de um Deus que os próprios cristãos tem medo de conhecer por intermédio do livro de Apocalipse. Este livro revela a graça de um Deus que está convidando a totalidade das igrejas, por intermédio das sete igrejas descritas em Apocalipse, ao arrependimento sincero.
Aliás, se mesmo após tudo o que foi dito, você considera o livro de apocalipse pouco importante, deve saber me explicar porque somente no livro de apocalipse Jesus diz bem aventurado aquele que lê e pratica as palavras do livro desta profecia? Será que mesmo assim você ainda precisa de outro motivo para lê-lo, mesmo após uma advertência clara daquele a quem você julga seguir?

Este texto está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Postado por Ricardo Inacio Dondoni

8 comentários:

Emerson NunesS disse...

Olá, adorei seus textos seu blog está de parabéns, estou procurando parceiros para divulgação e acho que seu blog partilha dos mesmos temas que o meu, quando puder me faça uma visita www.senhorpensador.blogspot.com e caso tenha interesse há um banner de divulgação do meu blog na pagina inicial, é só copiar o código fonte e assim divulgamos nossos blogs mutuamente. Grande abraço!

IVO BITENCOURT disse...

Caro Pensador, como é que tu acredita nas profecias de um livro atribuido a João, que relata as suas alucinações na ilha de Patmos sob o efeito do cha de papoula,Ópio ou mandrágora?
Como diz o Pe. Quededo, isso não ecxiste.

O PENSADOR disse...

rs, bom dia, caríssimo Ivo!

Faz tempo que não aparece! Antes de mais nada, foi bom tê-lo comentando novamente. No entanto, devo discordar das informações as quais acabou de prestar...

Ivo, considero o livro com parte integrante das escrituras sagradas e por conseqüência de inspiração divina. Sendo assim, levo o que está escrito nele muito a sério. Aliás se pudermos analisá-lo a luz da leitura dos livros anteriormente escritos, fica impossível crer que um ser humano de avançada idade, sobre efeitos de fortes entorpecentes escreveria quaisquer coisa como o mínimo de nexo possível.
Peça para um drogado sobre efeito deste produto químico realizar uma redação lhe dando ao menos um tema central proposto. Será fácil verificar que não haverá clareza, concisão alguma, muito menos se ele terá que escrever de forma que não contradiga nenhuma frase escrita nos 65 compêndios anteriores, ou seja, o restante da Bíblia. Seria impossível ele concluir qualquer idéia sem contradizer a si mesmo ou àquilo que anteriormente foi escrito.
Sendo assim, acho que precisaria de muita fé para crer na redação do livro de apocalipse sobre efeito de entorpecentes, ..., aliás, muito mais fé do que creditar sua autoria a revelação divina, na forma como João a descreveu não contradizendo nenhuma porção anterior das Escrituras Sagradas que aliás foram escritas por mais de 1600 anos.

Ainda, quanto aos entorpecentes, ..., não há registro, nem testemunhas, objetos ou fatos que comprovem a alegação da escrita sobre efeitos de entorpecentes. Resta, no entanto, o argumento que torna-se implausivel a luz da argumentação anterior.
Quando ao Pe. Quevedo, ele é livre para ter o posicionamento que quiser, no entanto, eu que também sou livre para optar por um posicionamento, creio na inerrância das Escrituras Sagradas...


o conjunto de livros reunidos num único exemplar chamado por

IVO BITENCOURT disse...

Caro pensador!
Enquanto você acreditar nas escrituras e em Satanás não vai dar para conversarmos.

Anônimo disse...

E você pensador, está preperado para passar pelas 21 batidas e ser arrebatado apenas no final?

Quer verdade mais verdadeira do arrebatamento pós-tribulacionista?

O PENSADOR disse...

Caríssimo ANÔNIMO,

Não faço idéia do que escrevi no texto acima que lhe fez pensar no arrebatamento pós-tribulacionista...
Poderia me esclarecer, ..., realmente, fiquei a ver navios...

No mais, sempre é bom identificar-se...
Aguardo novo comentário a fim de entender o porquê da pergunta..

Um abraço.

Anônimo disse...

OK. Vamos lá:

1) o arrebatamento ocorre ao som da ultima trombeta, certo? As trombetas estão inseridas no contexto das 21 batidas que você mesmo fala no texto a respeito da ira divina.

2) ora se a promessa de arrebatamento pregado por pré-tribulacionistas tem base em um texto como Ap 3:10, embora no grego a palavra original remeta a outro significado diferente de remoção, rapto e etc, e conforme alguns teologos e creio que até você afirmem que cada igreja da asia corresponde a um periodo na era cristã e você parece citar laodicéia como uma igreja atual, às vésperas do arrebatamento, não seria contraditório afirmar que o arrebatamento é pre-tribulacional, pois já deveria ter ocorrido na época de uma igreja com caracteŕisticas de filadelfia?

Quer verdade mais verdadeira do que esta?

desculpe por nao me identificar, pois não tenho conta google.

Henrique - Ipatinga

O PENSADOR disse...

Caro Henrique,
Não tem problema algum não possuir conta GOOGLE, basta realizar a identificação que você fez...
Okay, vamos as colocações então!
Sim, o arrebatamento ocorre ao som da última trombeta, segundo o contexto cultural das duas cidades que a mencionam nas cartas paulinas e difere em muito das trombetas apresentadas por João em apocalipse.
Quanto as trombetas de apocalipse, sim, elas, realmente, fazem parte de sete dos 21 eventos apocalípticos (7 selos, 7 trombetas e 7cálices).
Quanto ao texto em Ap 3.10. Não creio que seja ele o versículo ímpar que define todo o pré-tribulacionismo, mas sim, um dos versículos onde podemos encontrar uma das premissas...
Quanto as Igrejas da Ásia, creio que a mensagem teve seu cumprimento local, no entanto, o foco principal das passagens é escatológico, por causa da profecia contida em seus versículos! Note que todas as Igrejas possuem uma promessa e nenhuma delas foi cumprida na realidade das Igrejas locais da região da Ásia.
Portanto, fruto desta análise restam duas consequências plausíveis. Ou o texto divinamente inspirado não é digno de confiança ou as promessas não foram cumpridas àquelas Igrejas porque não se referiam àquelas Igrejas em específico. Particularmente, fico com a segunda linha de raciocínio.
Sendo assim, creio que as Igrejas descreviam realidades que viriam a identificar momentos futuros da própria Igreja Cristã conforme a conhecemos. No entanto, o fato de identificar que um determinado período esteja identificando a realidade expressa por uma das Igrejas descritas em apocalipse, de modo algum, isso me permite identificar a conclusão das fases pelo mesmo motivo acima exposto, “nenhuma promessa se cumpriu”, indicando a conclusão de quaisquer períodos acima iniciados. Ou seja, na realidade da última Igreja descrita em Apocalipse, estarão presentes todas as demais realidades concomitantemente, simplesmente, porque nenhuma das promessas se cumpriu. A priori, elas iniciaram em períodos distintos, mas creio, particularmente, que devem se concluir ao mesmo tempo.
Portanto, a própria explicação de como penso a respeito do tema em questão, deve ter respondido a sua pergunta “não seria contraditório afirmar que o arrebatamento é pre-tribulacional, pois já deveria ter ocorrido na época de uma igreja com caracteŕisticas de filadelfia?”

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