domingo, fevereiro 20

Difícil, mas não impossível!


“Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei. Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios”. (Sl 73.2-3)

Em verdade, a Bíblia é rica em ensinamentos e o livro de Salmos é uma das preciosidades que nele encontramos. Em Salmos 73, encontramos uma das composições atribuídas a Asafe, um levita a serviço no templo, com a incumbência de ministrar um dos turnos que compunham o período de 24 horas de ministração ao Senhor.
Considero Asafe um homem ímpar, porque se expressava com o coração! Não tinha receio de declamar sua humanidade, como fez no versículo acima.
Em nossa geração, não é costumeiro ver pessoas que exercem ministérios ou são líderes de ministério se portarem como Asafe. É verdade que, na Igreja, alguns são membros ativos no ministério, outros são “líderes”, mas perante Deus, somos todos iguais e carecemos, igualmente, dEle para nos aperfeiçoar, nos moldando à imagem, conforme a semelhança de Cristo.
Considero que Asafe exemplifica a atitude confessional que devemos tomar perante Deus, quer estejamos em posições de liderança, quer nos consideremos apenas um pequenino membro do corpo de Cristo. Todos carecemos dEle de igual modo.
Deixe-me perguntar, quantos de nós já não fizemos uma ou outra reclamação quando tudo dá errado para nós como cristãos, enquanto para aqueles que não são, parece transcorrer tudo perfeitamente?
Por exemplo, imagine-se esperando receber seu salário mensal, ele nunca atrasa, mas no mês que você, realmente, está precisando, ele atrasa quase três semanas. Falta dinheiro, falta comida, aquele móvel que estava na promoção e que você iria adquirir com o seu salário, sai da promoção e o preço até eleva quando, finalmente, o dinheiro cai em conta. O carro te deixa na mão, o ônibus atrasa, a TV queima. Você aciona a assistência técnica e descobre que terá que esperar uma eternidade pela visita e quando eles resolvem vir, ..., vem, justamente, no Domingo, quando você não está em casa, porque julga que era o único dia que eles, de fato, não viriam.
Enquanto isso, o mundo continua girando e todos aqueles que não são cristãos parecem gozar de saúde, paz, tranquilidade, harmonia, luxo, riqueza, prosperidade e sucesso.
Enfim, todos nós, se não vigiarmos, podemos começar a comparar as bem-aventuranças terrenas e julgar se vale a pena a caminhada proposta e, ainda, se estamos sendo recompensados, materialmente, por seguir a Cristo.
No entanto, Jesus Cristo não está formando homens de sucesso, segundo os rudimentos deste mundo, eles está forjando seu próprio caráter em nós, como cidadãos de Seu Reino.
Ora, se realmente não devemos externar os valores deste mundo, é importante que Ele nos ensine a depender dEle e não de nossa própria força ou de nossos próprios bens. Motivo mais que justificável para que nossas ambições não sejam materiais.
É importante que saibamos dar valor aos atributos inerentes da vida cristã, tais como a humildade, generosidade e integridade.
Não se forja a integridade, sem que se coloque o ser humano numa situação em que fazer o que é errado seja, absolutamente, tentador, a ponto de nossa natureza pecaminosa ansiar por fazer o errado em detrimento do correto, tornando extremamente difícil optar pelo certo.
Não se forja a generosidade em abdicarmos de algo, quando temos tudo. A generosidade é mais rígida. Ela exige que você olhe para o próximo antes de olhar para si mesmo. Desta forma, quando poderíamos aprender a ser generosos? Simples! Quando necessitamos da mesma generosidade.
A humildade é sem dúvida a mais difícil de ser forjada. Ela exige ser despercebida e habita em nós, somente enquanto nos esforçamos em servir ao próximo, dando mais honra a quem é servido do que a nós mesmos. Ela, sempre, exige de nós olharmos para as pessoas ao nosso redor como uma criança olha para os pais, grata por estarem ali. A humildade fica satisfeita por poder participar, não anseia posição de destaque para si e está feliz, simplesmente, por poder ser aceita como mais uma naquele círculo de pessoas.
Os valores do reino exigem que seus cidadãos não se moldem ao presente século. Os caminhos propostos pelo mundo e por Cristo são diferentes, os prêmios da caminhada também são e o destino final é, incomensuravelmente, oposto.
Diga-me, vale a pena pegar o caminho das facilidades terrenas e chegar ao destino oposto ao qual gostaríamos de ir? De maneira alguma! Se ansiamos por Cristo, não importa se o caminho é difícil, é ele que seguiremos!
Creative Commons License

Este texto está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Postado por Ricardo Inacio Dondoni

2 comentários:

Robson Batista disse...

Ola Pensador.
Sou o Robson que te segue a uns tempos, estou trocando de id para concentrar todos os serviços em um so lugar. Já estou te seguindo novamente. Gosto muito dos seus textos, muito edificantes, boas reflexões, parabéns. Logo mais volto para deixar alguns comentários sobre algumas postagens. Grande abraço, fica com Deus.

O PENSADOR disse...

Vlw Robson,
Obrigado pelo deferência! Qdo tiver concluído todo o processo de mudança de serviços e estiver com o blog ativo, manda o link também...

P.S.: O PENSADOR é referência ao Blog, pode me chamar de Ricardo... Um abração e fica com Deus...

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