sexta-feira, abril 2

Judas 12-13 (1ª Parte)






Parafraseando Norbert Lieth, a carta de Judas assemelha-se a qualquer telejornal de nossos dias. A quantidade maciça de más notícias é indesejável, mas não deixa de expressar a realidade da sociedade em que vivemos. Assim são as linhas de Judas, como que um anúncio de uma catástrofe muito maior do que as enchentes, terremotos, homicídios, corrupção e abusos sexuais que preenchem as temáticas desenvolvidas pelos telejornais atuais.
A temática da carta de Judas se pronuncia lançando aos rostos a verdade, por mais que ela seja inaceitável!
Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.” (Jd 1.12-13)
Jesus já descreveu a Igreja como um barco que cruza um mar no meio de uma tempestade voraz, incapaz de resistir por conta própria contra a tempestade, tendo como único destino certo as profundezas das águas se não for a ação interventora, por meio de sua presença real.
O Livro de Jonas já havia sinalizado o messias, não somente por Jonas ter adentrado no ventre do grande peixe por três dias, mas também, como o homem que aplaca a ira e permite com que uma pequena porção de pessoas de nações diferentes permanecessem navegando acima das águas, salvos da tempestade. O Antigo testamento também nos revela a história de Noé, salvo do julgamento das águas sobre a terra, por intermédio de um único meio pelo qual Deus resolveu salvar os viventes.
Dentro deste contexto, tendo a Igreja nascido no pentecostes, com a descida do Espírito Santo, permanecendo viva e eficaz até que do meio virá a ser retirada, por meio do arrebatamento, é fácil identificarmos que a Igreja teve um início, um meio e terá um fim,  semelhante ao trajeto de uma embarcação.
Onde as rochas submersas são mais fáceis de encontrar? Próximo as portos, no início e no fim da caminhada!
Judas escreve sua carta no início da Igreja, alertando acerca destes que são semelhantes às rochas submersas.
O navio chamado “Igreja” é, constantemente, ameaçado por rochas submersas no decorrer de sua viagem. O que acontece em oculto é mortal para o corpo da Igreja. Não são apenas falsas doutrinas mas também as críticas exageradas ou mentirosas, mágoas, fofocas e mentiras que podem corromper ou desmoralizar a fé cristã.
Quanto mais nos aproximamos dos eventos finais, da volta de Cristo, do arrebatamento da Igreja, mais rochas submersas aparecem, mais perigosas se tornam, mais próximas estão da embarcação. Quem saberá quanto mais atentos não deveríamos estar a elas?
Às vezes, somos responsáveis mais por produzi-las do que desviar a embarcação delas.
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Este texto está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Postado por Ricardo Inacio Dondoni
   

1 comentários:

JUSIER MAX disse...

Muito interessante esse texto, isso é coisa pra se refletir. Visite meu blog tambem http://featualizada.blogspot.com/ Eu estou te seguindo, siga-me tambem. Um abraço!!!

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