segunda-feira, outubro 6

Quanto vale uma ‘‘tapa’’, bem dada, de mão aberta?


Já parou para observar como Cristo inicia suas palavras ao apóstolo João quando Ele se refere à Igreja de Laodicéia: ''... Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus''. (Ap 3.14)
Todas as suas palavras, sempre, foram motivadas e cheias de sabedoria e conhecimento. Dessa forma, a Sua ultima mensagem a Igreja não poderia ter teor diferente de todo o Seu ensinamento!
Ele é a testemunha fiel e verdadeira, o princípio de toda a criação.
Já parou para pensar, por que Cristo se intitula à geração de Laodicéia como a fiel e verdadeira testemunha?
Fica fácil, ao ler toda a mensagem a Laodicéia! Entenda que esta mensagem tem, pelo menos, duplo cumprimento, ou seja, ela já se cumpriu dentro do contexto local da Igreja de Laodicéia, no primeiro período da era Cristã, mas também, está a se cumprir, ao ultimo período da era Cristã, do qual todos nós fazemos parte!
É a mensagem de resgate à mensagem em prol do resgatado!
A uma geração que se perdeu no caminho cristão, por estar cheia de si, crente de ser próspera e ter tudo o que necessita, enganada por seus próprios olhos e pela cobiça do seu coração que os conduz a desejar e adquirir coisas próprias de uma vida de mesquinhez, privado daquilo que realmente é necessário, uma vida pobre, dita daquele que é mísero, insignificante, apagado, irrelevante, medíocre de natureza espiritual por estar mais preocupados com as coisas passageiras, tornando todas as suas ações e pensamentos, de forma vulgar, débil e fraca, Cristo os dirige uma mensagem direta aos seus corações. Tanto àqueles que O pregam, quando aos que os ouvem, por vezes, distorcendo os ensinamentos dEle, firmando os pés dos seus ouvintes em adquirir tesouros materiais, ao invés, de acumular para si tesouros espirituais.
Nesta carta, ele dirige-se a todos estes afirmando ser o único em quem realmente se pode confiar, a testemunha fiel e verdadeira!
Estas palavras deveriam soar em nossos corações de modo semelhante a todo terror e espanto causado por uma tapa de mão aberta, bem dada, na face direita do rosto, pela mão do melhor amigo. a mão daquele que você não ousaria revidar, pelo sincero amor que sente por ele e, antes, num estado de plena perplexidade e vergonha, estaria resolutamente disposto a entender o porquê de ter levado a tapa.
O motivo é explicado ao longo dos versículos 15, 16, 17 e 18 até que, por fim, conduz seus ouvintes a revelação maior de toda a causa no versículo 19.
O motivo! Seu eterno amor por nós, a fim de que nenhum se perca, mas encontre a salvação através do testemunho dEle, o único que é fiel e verdadeiro!
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sexta-feira, outubro 3

Sou Israel de Deus ou Igreja de Deus, eis a questão!

Esta é uma questão que o povo de Deus, anda há muito tempo dividido, e isto ocorreu, inicialmente, por causa dos acontecimentos históricos e por falta de fé em Deus.
Nos tempos de Paulo, havia uma clara divisão entre Igreja de Deus e Israel de Deus. As duas nunca foram a mesma coisa!
Para isso, basta consulta o novo testamento e alguns versículos chaves nos ajudaram a compreender qual era a visão daquele que foi encarregado de levar a Igreja aos gentios.
O Apóstolo Paulo tinha em sua mente divisões claras! Dentre elas ele via dois Israel, um segundo a Carne (“Considerai o Israel segundo a carne...” ; 1ª Co 10.28) descendência genealógica direta de Abraão, e outro segundo o Espírito, (“... sobre o Israel de Deus”; Gl 6.16), formado a partir daqueles que aceitaram Cristo como o Messias.
As divisões paulinas não cessam por aí! Paulo lembrava aos seus ouvintes que por causa de Cristo a antiga divisão entre Judeus e Gentios havia sido alterada pelo acréscimo da Igreja de Deus (“Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus”; 1ª Co 10.32).
Desta forma, dentro da cosmovisão paulina temos: Israel segundo a carne, Israel de Deus, Judeus, Gentios e Igreja de Deus.
O texto chave que nos permite entender que não somos Israel de Deus é Gálatas 6.16, onde se lê: “E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus”.
É importante levantarmos alguns pontos:
- A quem Paulo escreve? A uma Igreja!
- Quem andava em conformidade com aquilo que Paulo escrevia? A Igreja!
- Existia algum grupo que andasse em conformidade com os ensinamentos Paulinos, que não fizesse parte da Igreja? Não!
É claro que a carta refere-se à Igreja de Deus, porque para ela foi escrita, mas Paulo não para por aí. Ele anuncia que a Paz e a misericórdia não fiquem e sejam somente direcionadas a Igreja de Deus, mas também, ao Israel de Deus. Com isso, Paulo firma a existência de dois grupos distintos, a Igreja de Deus e o Israel de Deus.
A partícula “e” que liga “...sobre eles e sobre o Israel...”, não está ali por erro de tradução. Ela existe no original de forma clara e evidente! No grego esta conjunção que simbolizamos pela letra "e" é simbolizada por três letras: Kapa 'K', Alfa 'A', Iota 'I', dando origem a transliteração da palavra original, /kai/. Não há vazão a outra interpretação é uma conjunção.

No início deste texto disse que a Igreja anda crendo ser o Israel de Deus por causa dos acontecimentos históricos e por falta de fé em Deus. Uma vez tendo demonstrado pelas escrituras que o entendimento correto acerca da Igreja é ser Igreja de Deus e não Israel de Deus, cabe, agora, ressaltar o porquê de termos nos iludido durante muito tempo em ser o Israel de Deus.
Bem! Quando Israel foi espalhado pela terra e deixou de ser uma nação e passou a ser peregrino em terras estranhas, a igreja, talvez, por medo ou falta de fé se viu numa situação difícil, onde os pilares de sua fé foram testados e reprovados.
Deus havia prometido a Israel várias coisas, as quais ainda não haviam se cumprido ainda. E mais, o próprio Cristo haveria de voltar para Israel, mas se não há Israel, como as profecias iriam se cumprir? A conseqüência final da inexistência de Israel era um Deus que não era confiável para fazer cumprir tudo o que prometeu.
A Igreja temeu, ..., e a saída lógica que o homem teve a fim de ajudar Deus a cumprir seu papel de ser fiel e confiável, foi autodenominar-se Israel. Sendo assim, tudo o quanto estava destinado a Israel, agora estaria destinado a Igreja, e daríamos uma “mãozinha” para que Deus continuasse a ser Deus.
Esta foi a saída humana, que se demonstrou falha em sua plenitude!
Em 1948, Deus demonstra que não precisa que os homens O ajudem a ser fiel e cumprir tudo o quanto Ele disse, fazendo cumprir Isaías 66.8, “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos”.
Em um único dia, Israel passa a ser nação novamente! Ajuntando num só lugar os dois Israel. Quando isto ocorreu, homens estudiosos entenderam que Israel de Deus, nunca deixou de existir, e não foi pelo fato da Igreja ter se intitulado Israel, mas sim, porque Deus mesmo susteve seu povo e os congregou novamente de todos os quatro cantos da terra, para tornarem-se mais uma vez nação!
Por fim, estávamos errados. Nunca fomos Israel de Deus! Israel é Israel! E a Igreja é a Igreja! E cada uma tem um destino traçada a luz das escrituras e que diferem uma da outra, de modo que não adianta desejar ser Israel sendo Igreja, pois Deus nos tratará segundo sua vontade e o desígnio estabelecido para a Igreja.
Basta a Israel ser Israel!
E a Igreja ser Igreja!
Paz!
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