quinta-feira, outubro 2

Minha auto-imagem positiva!

Não é de hoje que o homem se preocupa com a auto-imagem! Isso é tão antigo quanto nossa própria história e não há homem que seja livre dela.
A auto-imagem é uma coisa que aprendemos a cultuar desde bem pequenino, quando, ainda, aprendíamos que as boas ações tendem a ser recompensadas.
Em nossos dias, a busca pela auto-imagem perfeita desvirtuou o caminho do homem. Esse se tornou seu próprio enganador quando resolveu pautar-se pela voz de seu enganoso e corrupto coração, que o fez entender como sendo a perfeita auto-imagem aquela que fosse mais positiva.
Hoje, não são poucos os que ensinam que a cura para os males da alma está na formação de uma auto-imagem positiva.
É claro que não há base bíblica para tal equivoco. Aliás, as escrituras afirmam diametralmente o oposto,“ porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Rm 12.3). Paulo considerava-se o pior pecador, Jó se afligia com cacos, Jeremias nem de longe era o cara mais positivo que existia, nem tão pouco Cristo ensinou alguém a ser positivo, aliás, Ele também fez, diametralmente, o contrário, pois afirmou que não tinha nem onde reclinar a cabeça.
Hoje, temos um povo doente e depressivo por causa do mau ensino que vem sendo ministrado, fazendo cada uma crer que merece muito mais do que outros por serem filhos de Deus, conquanto, as escrituras afirmam que a única coisa que merecíamos era a ira e o juízo de Deus.
Se formar uma auto-imagem positiva fosse nosso maior problema, não precisaríamos da Bíblia para isso. Bastaria qualquer consultório terapêutico que é capaz de aliviar o sofrimento, mas ineficaz em fornecer a cura, pois é incapaz de atingir o âmago do problema, a natureza do pecado e sua ação destrutiva, que causou a separação entre o Homem e Deus, fazendo-o pensar de si muito mais do que convinha, levando-o a crer que possui uma auto-estima baixa quando, na realidade, todas as suas ações, quando analisadas, minuciosamente, denotam a existência de um ego inflamado, bem nutrido e obeso por natureza, incapaz de enxergar o próprio umbigo.
É importante que tenhamos uma auto-imagem, que não seja positiva, nem ao menos negativa, mas sim realista, pois disso depende nossa própria saúde espiritual.
Uma vez que “...conhecer a Deus sem conhecer nossa própria miserabilidade dá lugar ao orgulho; e conhecer nossa própria miserabilidade sem conhecer a Deus dá lugar ao desespero. Conhecer a Jesus Cristo traz o equilíbrio, porque ele nos mostra tanto a Deus quanto a nossa própria miserabilidade”. (Blaise Pascal)
Que Deus nos dê uma auto-imagem equilibrada para que não venhamos a ser orgulhosos por achar de si mais do que nos convém, mas também, tendo Ele fornecido nossa auto-imagem, providencie o reconhecimento de Sua graça, necessário à visão estarrecedora de quem verdadeiramente somos.
Não quero uma auto-imagem positiva, mas sim realista!
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Será que isto nos servirá de desculpa?

Alguns textos bíblicos mexem, diretamente, com a nossa geração. Dentre eles, temos as palavras de Cristo a sua Igreja, dizendo: ''... Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca...''.
Dentro das características que descrevem a geração exortada por este trecho da palavra, cito a despreocupação, o comodismo e, porque não dizer, até um pouco de falta de compromisso em perdurar a verdade bíblica aos novos convertidos.
Nos dias do evangelho das facilidades, mesclamos o texto fiel e fidedigno às invencionices da geração moderna, da qual não posso me excluir, pois também pertenço! Somente espero que eu esteja sendo contado junto a Igreja remanescente em Cristo e não ao lado daqueles que aos poucos, dEle, se separam. Contudo, para que eu seja contado ao lado da geração que se mantém fiel não só à mensagem, como também, ao próprio Filho de Deus, isto exige de mim e de todos que assim desejarem um posicionamento firme e reto em relação a tudo que nos cerca e que nos é dito, ao invés de sermos agitados por quaisquer ventos de doutrina.
O grande problema é que nossa geração se contenta com o que ouve. Tende a não ler! Não buscar conhecimento! E por fim, não se posiciona perante aquilo que escuta, antes, é posicionada por aquele que fala!
Quanto a deixar que outros nos posicionem perante a verdade, como se fôssemos meros gravadores é preocupante, pois uma vez tendo Deus nos concedido inteligência, presume-se que dela devemos fazer uso. Ora, se não a utilizo, a responsabilidade não é dEle, mas minha, por não usar aquilo que Ele me deu a fim de alcançar a salvação.
Será que naquele dia, acaso nos encontremos do lado errado poderemos nos justificar dizendo a Jesus que fulano ou beltrano nos enganaram, e por isso procedemos de tais formas? Ou melhor, será que poderemos dizer: ''Senhor, o pregador que Tu me destes, me deu a palavra pela qual vivi e dessa forma a culpa não é minha, mas sim, Sua e dele!'’
Sabemos que nossos ancestrais já tentaram algo semelhante, e sabemos até qual foi o veredicto. Talvez seja por isso que nossa geração se exime da responsabilidade de tomar um posicionamento perante a verdade, porque não sabe se posicionar de forma correta!
É interessante que a uma geração que não define padrões de vida cristã adequada, e em grande parte, caracterizada pelo descompromisso quase que absoluto pela obra, Cristo exorta ao retorno do Cristianismo Bíblico.
Isto quer dizer que em nossos dias existem várias coisas que chamamos de cristianismo, mas não o é. Práticas que julgamos nos aproximar de Deus, mas não aproximam, um esforço sobre-humano para edificar os ministérios em detrimento das famílias que também não recordam o que é o cristianismo, e muito menos o ser simplesmente ouvinte dominical sem atentar as praticas cristãs.
Bem, nossa geração não prima pelo compromisso, mas sim pela voluntariedade. A falta de compromisso nos impede de reconhecer o quão mornos realmente estamos.
De certa forma, a culpa de sermos, em nossa grande maioria, ''mornos'' é da nossa própria geração que é incapaz de reconhecer o que, realmente, é ''quente''. Por fim, trabalhamos crendo que o morno é o quente, por falta de parâmetros de avaliação!
Entretanto, será que isto nos servirá de desculpa perante Deus! Seguir o padrão de pensamento e raciocínio deste século e não o que as escrituras dizem? Penso que não!
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